Após nova morte, entregadores cobram melhorias de segurança no Viaduto Roza Cabinda
PJF disse que monitora o local e mantém diálogo com a categoria em aberto

Entregadores e motociclistas de Juiz de Fora realizaram, nesta segunda-feira (18), uma mobilização no Viaduto Roza Cabinda, na Avenida Francisco Bernardino, região central da cidade, para cobrar medidas de segurança na estrutura após mais uma morte registrada no local, no último sábado (16). O ato foi organizado pela Associação dos Motoboys, Motogirls e Entregadores de Juiz de Fora (AMMEJUF).
A associação aponta que três trabalhadores da categoria já morreram após quedas no viaduto, entre o fim do ano passado e o início deste ano. Conforme noticiado pela Tribuna, um motociclista de 25 anos morreu após colidir com o muro de contenção e cair de uma altura de, aproximadamente, oito metros em setembro de 2025.
Em fevereiro deste ano, um motociclista de 39 anos morreu dois dias depois de perder o controle do veículo, colidir com a mureta da estrutura e cair na Avenida Francisco Bernardino. O caso mais recente ocorreu no último sábado (16), quando um homem de 26 anos que conduzia uma motocicleta caiu do viaduto e morreu no local.

Durante o protesto, os participantes pediram intervenções como instalação de grades de proteção, correção do asfalto e implantação de câmeras de monitoramento. O secretário da AMMEJUF, Nicolas Souza, afirmou que a entidade acredita que as fatalidades estão relacionadas às condições da estrutura. “Nós acreditamos que as três mortes aconteceram pelo fato de não existir grade de proteção, já que todas elas foram provocadas pela queda.”
Ele também citou problemas na pista e criticou a ausência de monitoramento no local. “O viaduto é muito alto, a pista tem ondulações e, além disso, a mureta é muito baixa, não tem videomonitoramento, não tem absolutamente nada que permita a gente averiguar o que de fato aconteceu”, afirmou.
Ainda de acordo com o representante da associação, a responsabilidade pela segurança viária também deve ser compartilhada pelo poder público. “O Código de Trânsito Brasileiro preconiza que o processo de educação, de sinalização e de segurança viária é do poder público. Então é isso que a gente está cobrando, que aquele local seja seguro”, ressaltou.
A AMMEJUF defende que apenas campanhas de conscientização não seriam suficientes para evitar novos acidentes no trecho. “Qualquer tipo de fechada, um ponto cego de um motorista, uma mudança de faixa brusca, pode acabar terminando no mesmo fim que aconteceu com os três vitimados no viaduto”, declarou Nicolas.
PJF diz que monitora viaduto
Em nota, a Prefeitura de Juiz de Fora informou que “monitora o local do acidente constantemente” e que mantém contato direto com a categoria “para debater eventuais melhorias no local”. A reportagem também questionou a Administração Municipal sobre dois requerimentos emitidos pela Câmara Municipal, em fevereiro, que solicitavam à Prefeitura a instalação de grades de proteção lateral no viaduto. No entanto, a PJF não respondeu se a medida está sendo avaliada ou se será implementada.









