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Vigilância Sanitária começa a receber rótulos da Backer em JF

Iniciativa é direcionada a consumidores; comerciantes foram orientados a buscar informações com os fornecedores


Por Michele Meireles

15/01/2020 às 12h11- Atualizada 15/01/2020 às 19h43

A Vigilância Sanitária de Juiz de Fora começou, nesta quarta-feira (15), a receber rótulos da cervejaria Backer. A informação foi repassada pela Secretaria de Saúde do município, que afirmou, entretanto, que até o fim desta manhã nenhuma garrafa havia sido entregue no local. A iniciativa no município acontece no mesmo momento em que a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) confirmou o óbito da segunda vítima da doença nefroneural, resultado da ingestão da substância dietilenoglicol. Um terceiro óbito, registrado no Centro-Oeste de Minas, ainda não foi reconhecido pela SES/MG.

Entregas podem ser feitas no Morro da Glória (Foto: Olavo Prazeres)

Os consumidores que possuem os produtos devem entregá-los no Centro de Vigilância em Saúde, localizado na Rua Antônio José Martins, número 92, no Morro da Glória, de segunda a sexta-feira, das 8h ao meio-dia e das 14h às 18h. A Secretaria de Saúde ressaltou que a medida é cautelar e direcionada à população da cidade. Os comerciantes devem buscar orientação com o fornecedor da mercadoria.

A decisão de recolher as cervejas na cidade foi tomada depois que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou que “intimou a Cervejaria Backer a recolher do mercado, além da cerveja Belorizontina, todos os produtos fabricados no período de outubro de 2019 até a presente data”.

Cervejaria pede que consumo seja interrompido

Na terça-feira (14), a CEO da Backer, Ana Paula Lebbos, orientou os consumidores a não consumirem nenhuma cerveja Belorizontina, de qualquer lote, já que todas seriam fabricadas no tanque de refrigeração lacrado pelos investigadores e, segundo a Polícia Civil, contaminado pela substância.

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A maior rede de supermercados de Juiz de Fora, o grupo Bahamas, recolheu, nesta terça-feira (14), 3.744 cervejas da marca Backer que estavam espalhadas pelas prateleiras das 24 lojas existentes na cidade. De acordo com o gerente de marketing do Bahamas, Nelson Júnior, o grupo não comercializava a cerveja Belorizontina, mas trabalhava com sete rótulos da Backer, dos 21 que tiveram determinação para recolhimento.

Perícia particular

Depois que a Polícia Civil detectou a presença da substância dietilenoglicol na cerveja Belorizontina, a própria cervejaria contratou uma perícia particular para analisar os lotes da bebida. De acordo com matéria veiculada pelo jornal O Tempo, as análises coordenadas pela cervejaria Backer em parceria com o professor Bruno Botelho, do Departamento de Química da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também teria comprovado a existência de dietilenoglicol em uma garrafa de Belorizontina do lote 1348.

No entanto, a cervejaria comunicou, por meio de sua assessoria, que a perícia particular ainda está em andamento. “A empresa precisa aguardar a conclusão dos laudos para compartilhar os resultados com a sociedade. A Backer reforça que é a principal interessada na apuração dos fatos e que o objetivo é auxiliar e contribuir sem restrições com as autoridades”, diz a nota.

Em comunicado divulgado na noite desta quarta, a Backer destacou que estruturou uma equipe especializada “que atua para prestar assistência e fornecer o apoio necessário aos pacientes e seus familiares.” A empresa também se disse “aberta para receber o contato desses familiares sempre que desejarem e continua colaborando com as autoridades e verificando seus processos para contribuir com as investigações e ter respostas o quanto antes.” O telefone disponibilizado para contato exclusivo para familiares das pessoas afetadas pela síndrome nefroneural é (31) 3228-8859.

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