Servidores municipais e estaduais da educação paralisam atividades em Juiz de Fora

Docentes municipais iniciaram greve já prevista em assembleia na semana passada, enquanto professores estaduais param por falta de pagamento da primeira parcela dos salários, prevista para esta quarta-feira


Por Tribuna

14/06/2018 às 10h58- Atualizada 14/06/2018 às 11h24

Professores das redes municipal e estadual em Juiz de Fora paralisaram as atividades nesta quinta-feira (14). Por parte dos docentes municipais, a paralisação teve como motivo o início da greve da categoria, após decisão deliberada em assembleia realizada na última sexta-feira. A informação é de que a paralisação ocorrerá por tempo indeterminado. Já entre os professores estaduais, o motivo é a falta de pagamento da primeira parcela dos salários, prevista para esta quarta-feira.

De acordo com o Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro-JF), que representa o magistério municipal, ainda não há um levantamento sobre número de docentes parados neste primeiro dia de greve, assim com a quantidade de alunos afetados no primeiro dia de mobilização. Nesta quinta, às 11h, lideranças sindicais e representantes da Prefeitura de Juiz de Fora se reúnem para darem início às negociações da pauta grevista. No período da tarde, às 15h30, a categoria realiza o primeiro ato de protesto dentro da mobilização grevista. A ação acontece na Praça da Estação, no Centro da cidade.

Na pauta de reivindicação, os docentes pleiteiam que a PJF revogue um gatilho legal que autoriza o Executivo a conceder reajustes diferenciados nas situações em que os salários dos professores municipais da base da carreira estiverem abaixo do piso nacional da categoria. A prerrogativa integra o “artigo 9º” de uma legislação municipal e está em vigor desde 2015.

O dispositivo é visto como prejudicial ao plano de carreira dos docentes por resultar em um achatamento do plano de carreira dos servidores. Os servidores também pedem a aplicação de reajuste de 6,81% para todo quadro do magistério, tendo como referência o índice de correção do piso nacional dos professores, definido pelo Ministério da Educação (MEC) e válido desde janeiro.

Estado

Mobilização Sindute
Na última terça, servidores protestaram em frente a Secretaria Estadual de Fazenda, no Centro de Juiz de Fora (Foto: Divulgação/SindUte – JF)

Além dos servidores municipal, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) subsede Juiz de Fora manteve, nesta quinta-feira, a paralisação total das atividades dos servidores estaduais da educação. Segundo o sindicato, a suspensão foi mantida após o Governo do Estado não realizar o pagamento da primeira parcela dos salários, prevista para esta quarta-feira (13). Desde segunda, eles se encontram parados em virtude dos sucessivos atrasos na quitação salarial.

De acordo com a diretora de comunicação da subsede do Sind-UTE de Juiz de Fora, Yara Aquino, o estado alega que o atraso ocorre em virtude da greve dos caminhoneiros. No início de junho, a Tribuna noticiou que o mesmo problema afetou a quitação da terceira parcela dos salários de maio.

“Os servidores estão muito indignados, contavam que teriam pagamento para pagar suas dívidas, que já estão sendo pagas com atraso, já que não recebemos no quinto dia útil do mês. Como o pagamento não caiu, a categoria está parada. Mais uma vez o Governo Pimentel trai a categoria”, afirma.

Conforme o sindicato, não há um levantamento com o número de escolas com aulas suspensas nesta quinta.

Em nota, a Secretaria Estadual da Fazenda confirmou que, devido ao reflexo do movimento de paralisação nacional dos caminhoneiros, a arrecadação tributária do Estado sofreu uma redução de R$ 340 milhões em relação à expectativa para os primeiros 11 dias de junho, não sendo possível depositar a primeira parcela do salário da totalidade dos servidores do Executivo. “Os depósitos continuarão sendo feitos à medida que o fluxo de caixa for se normalizando. As datas de pagamento da segunda e da terceira parcelas permanecem inalteradas”, conclui o documento.

Os comentários nas postagens e os conteúdos dos colunistas não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir comentários que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.