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Fila de espera para cirurgias eletivas sofre redução

Apesar de diminuição do tempo de espera, cerca de quatro mil juiz-foranos ainda aguardavam até julho. Procedimentos no aparelho digestivo compõem especialidade com maior demanda

Por Carolina Leonel

11/10/2018 às 07h00- Atualizada 11/10/2018 às 07h37

A suspensão da realização de cirurgias bariátricas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Juiz de Fora, noticiada pela Tribuna nesta quarta-feira (10), deixou cerca de 200 pacientes em uma fila de espera sem data para serem atendidos. O mesmo acontece com juiz-foranos que aguardam pela realização das cirurgias eletivas. A gradativa espera pelos procedimentos — considerados não urgentes, mas necessários para garantir a qualidade de vida dos pacientes —, é uma realidade para os usuários. Em maio, a Tribuna noticiou a redução do número de usuários na fila de cirurgias eletivas no município, embora a longa espera ainda persistisse. À época, 4.795 pacientes aguardavam procedimentos de diversas especialidades. Novo levantamento feito junto à Secretaria de Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) revelou contínuo encolhimento na lista de espera desde então, mas milhares de juiz-foranos continuam sem saber quando serão atendidos.

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Segundo ouvidora de Saúde, Samantha Borchear, 78 usuários já formalizaram reclamações sobre a demora para realizações das intervenções (Foto: Fernando Priamo)

O levantamento, disponibilizado pela assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde, revelou que, entre o dia 23 de abril e o fim do mês de julho, a fila de espera por procedimentos cirúrgicos eletivos teve uma redução de 764 usuários, com 4.031 pacientes na fila. Dentre as especialidades cujas filas de espera diminuíram estão as cirurgias de vias aéreas superiores, pequenas cirurgias de pele, do aparelho geniturinário, cirurgias de mama, orofaciais e oncológicas.

Contudo, mesmo com a redução, alguns pacientes aguardam há meses, já que a fila é extensa para muitas especialidades. Entre janeiro e agosto deste ano, a Ouvidoria de Saúde registrou 78 manifestações sobre a demora na fila de espera. Segundo o órgão, a maioria envolve cirurgias ortopédicas e oftalmológicas.

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Arte-cirurgias-eletivas-esperaA partir destas reclamações, conforme explica a ouvidora Samantha Borchear, a ouvidoria cobra do setor de regulação de cirurgias eletivas o agendamento junto à rede prestadora de serviços. “Alguns casos são resolvidos, outros infelizmente não, pois temos aquela antiga e conhecida dificuldade de má remuneração do SUS em alguns procedimentos, afastando os profissionais da rede pública. (Portanto) temos poucos profissionais cirurgiões para dar conta de toda a demanda, que é grande”, expõe. Além disso, outro entrave que contribui para a delonga é a “imensa” fila de cirurgias emergenciais, cuja prioridade de atendimento “acaba por adiar o de quem aguarda pela eletiva”, completa.

Quase mil eletivas por mês

Embora tais entraves deem origem à extensa fila de espera, conforme dados disponibilizados pela Secretaria de Saúde, a rede realiza cerca de cinco mil cirurgias por mês pelo SUS. Destas, cerca de 900 são eletivas. De acordo com a assessoria de comunicação da pasta, o número, contudo, oscila a cada dia. Ainda segundo a secretaria, a média de gastos com cirurgias eletivas é de cerca de R$ 1.436.000 ao mês.

Os procedimentos são realizados por meio dos seguintes hospitais conveniados: Hospital Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ), Hospital Universitário (HU/UFJF), Hospital São Vicente de Paulo, Hospital Regional João Penido, Instituto Clínico, Instituto Oncológico, Associação Feminina de Prevenção e Combate ao Câncer de Juiz de Fora (Ascomcer), Santa Casa de Misericórdia, Clínica Doutor Evandro Ribeiro, além do Hospital Doutor Geraldo Mozart Teixeira (HPS).

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