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Polícia Civil aponta redução de quase 20% nos homicídios em JF

Delegacia Especializada registrou 21 assassinatos até maio deste ano, contra 26 no mesmo período do ano passado


Por Sandra Zanella

10/06/2021 às 16h59

A Polícia Civil divulgou o balanço dos homicídios praticados em Juiz de Fora neste ano. De acordo com dados da Delegacia Especializada, até maio de 2021 foram registrados 21 assassinatos, contra 26 no mesmo período do ano passado, ou seja, houve queda de 19,2% nos casos. Já as tentativas de homicídio sofreram redução ainda maior, de 38,7%: ocorreram 19 nos últimos cinco meses, enquanto em 2020 houve 31 atentados contra a vida de janeiro a maio. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (9).

De acordo com o titular da Delegacia Especializada de Homicídios, Rodrigo Rolli, dos 21 assassinatos investigados até o último dia 31, apenas dois permanecem em apuração. Um deles é a morte violenta de um homem de 32 anos durante uma suposta troca de tiros com policiais penais da Penitenciária José Edson Cavalieri (Pjec), localizada no Bairro Linhares, na Zona Leste. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) também abriu um procedimento interno para apurar o crime, ocorrido em 29 de maio. Já o outro delito contra a vida em investigação aconteceu em fevereiro no Bairro Jóquei Clube, Zona Norte. “Nosso índice de apuração está acima de 90%”, destaca Rolli.

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Para o delegado Rodrigo Rolli, balanço é importante para avaliar o perfil dos crimes registrados em JF (Foto: Polícia Civil)

Ainda segundo ele, vários pontos importantes desse levantamento relacionado aos assassinatos consumados precisam ser destacados. “No primeiro trimestre tivemos muitos homicídios passionais, com emprego de arma branca. Já em abril e maio o perfil mudou por completo: todos os crimes foram praticados com utilização de arma de fogo e estavam voltados para o tráfico de drogas.” Rolli observa que o padrão de ter o tráfico como pano de fundo e o emprego de arma de fogo em 76% das ocorrências segue a tendência nacional e a histórica do município.

Outro destaque é que a Vila Olavo Costa, na Zona Sudeste, que esteve na triste liderança de mortes violentas nos últimos anos, não registrou nenhum caso em 2021. Rolli acredita que esse é o resultado de trabalhos conjuntos realizados pelas forças de segurança e pelo Estado, que implantou a primeira e única unidade do programa Fica Vivo! em Juiz de Fora exatamente no bairro. O projeto de combate a homicídios entre jovens, voltado para a faixa etária de 12 a 24 anos, funciona desde abril de 2018 na Unidade de Prevenção à Criminalidade (UPC) Olavo Costa e oferece diversas atividades sociais e esportivas. Também há atendimentos do Programa Mediação de Conflitos.

Já a Zona Norte, segundo o delegado, tem concentrado a maior parte dos crimes violentos fatais em 2021. “É onde estamos tendo a maior incidência criminal de Juiz de Fora. Não existe especificamente um porquê (dessas diferenças), mas como polícia judiciária posso garantir que as investigações estão sendo feitas com muita qualidade, dentro do material humano e logístico oferecidos, que são aquém do necessário. Os inquéritos estão cada vez mais céleres, sendo finalizados com pedidos de prisão e indiciamentos. E as testemunhas veladas continuam ajudando a trazer essa resposta para a sociedade.”

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