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Comerciante é preso por vender garrafas de vinho a adolescente

Menina de 15 anos e outros três adolescentes apresentavam sintomas de embriaguez na escola

Por Tribuna

09/11/2018 às 12h33- Atualizada 09/11/2018 às 18h04

Um comerciante de 61 anos foi detido pela Polícia Militar por suspeita de vender dez garrafas de vinho gelado a uma adolescente de 15 anos. Além da garota, outros três adolescentes teriam feito uso da bebida alcoólica dentro da escola municipal onde estudam, na Zona Nordeste de Juiz de Fora, durante a manhã de quinta-feira (8).

A ocorrência teve início após uma das professoras perceber que a garota estava com sintomas de embriaguez. A aluna teria passado mal no banheiro da instituição de ensino, o que motivou a diretora da escola a acionar o pai da menina. Foi verificado depois que outros estudantes também estariam embriagados.

A adolescente disse a seu pai, 47 anos, que teria comprado as garrafas de vinho em uma mercearia localizada em frete ao colégio. O pai da adolescente foi até o estabelecimento comercial e teria flagrado o suspeito recolhendo garrafas de vinho e escondendo. Eles se desentenderam, e o pai acionou a PM via 190.

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Os militares fizeram contato com o dono da mercearia, que inicialmente negou ter vendido os vinhos, afirmando em seguida ter comercializado a bebida acreditando se tratar de suco de uva. Ele disse que vendeu cada garrafa por R$ 6. O homem foi preso em flagrante por servir bebida alcoólica a menor. Foram encontradas na escola cinco garrafas vazias de vinho.

No estabelecimento comercial, segundo a PM, foram apreendidas nove garrafas com o mesmo rótulo e características das encontradas no estabelecimento de ensino.

Por meio de nota, a Secretaria de Educação se posicionou sobre o episódio. A pasta informou que a diretoria da escola tomou todas as medidas protocolares para garantir a integridade dos alunos envolvidos. Além do acompanhamento aos jovens no processo de elucidação dos fatos pela Polícia Militar, as famílias dos alunos foram notificadas e convidadas a comparecer à escola para esclarecimento.

No texto, a Secretaria de Educação ainda reforçou que está desenvolvendo o projeto “Rede em Ação” para diagnosticar questões de vulnerabilidade no entorno das escolas municipais e obter, desta forma, apoio da comunidade contra práticas desta natureza.

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