Casos suspeitos de dengue têm queda pela terceira semana seguida em JF

Pico da doença foi registrado em fevereiro, entretanto, Ministério da Saúde alerta que não é momento de baixar guarda


Por Nayara Zanetti

09/04/2024 às 13h38- Atualizada 09/04/2024 às 17h24

A última atualização do Painel de Monitoramento de Arboviroses da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), feita nessa segunda-feira (8), apontou que Juiz de Fora registrou, na última semana, 485 novos casos confirmados de dengue. Com os novos dados, a cidade passa a ter 3.612 contaminações e 5.178 casos prováveis. Embora novos casos continuem aparecendo, o gráfico do Estado mostra uma tendência de queda no número semanal de casos prováveis pela terceira semana seguida. 

dengue
Painel de Monitoramento de Arboviroses da Secretaria de Estado de Saúde mostra queda no número de casos prováveis na cidade. (Reprodução SES-MG)

O pico de casos em Juiz de Fora foi registrado em fevereiro, quando o município chegou a contabilizar 1.180 novos casos prováveis. Vale ressaltar que casos prováveis se referem a todos os casos notificados, com exceção dos que já foram descartados.  

Ao longo da última semana, o total de óbitos em investigação e confirmados se mantiveram os mesmos, ou seja, dez e um, respectivamente. 

Em relação à chikungunya, a SES-MG aponta 24 casos prováveis e 18 confirmados em Juiz de Fora. Não houve notificações e confirmações para zika na cidade.

Procurada, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), por meio da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Juiz de Fora, informou que a queda de notificações é esperada devido a influência de diversos fatores, como a intensificação de ações de mobilização social, a conscientização da população, o movimento feito nas escolas, o maior controle vetorial, o aumento do uso de repelente, a mudança de temperatura devido à chegada do outono e a intensificação de todas as medidas de controle.

O posicionamento é que a SRS, desde dezembro, está acompanhando o cenário dos municípios, fazendo visitas técnicas e disponibilizando equipamentos para o controle vetorial, como bombas costais e inseticidas, além de realizar capacitações de agentes municipais de endemias e incentivar o fortalecimento dos comitês municipais de arboviroses. Além disso, a informação é que foram realizadas oficinas de manejo clínico em todo o território.

Brasil bate recorde de mortes pela doença 

O cenário da dengue no país continua preocupante. Nessa segunda-feira, o Brasil atingiu  a maior quantidade de mortes confirmadas por dengue no país ao longo de um ano desde o início da série histórica, em 2000. De acordo com a última atualização do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, são 1.116 óbitos pela doença nas 13 primeiras semanas de 2024. O número supera as 1.079 vítimas registradas ao longo de todo o ano passado, que detinha o recorde anterior. Porém, esse número tende a ser ainda maior. Segundo a pasta, 1.807 mortes ainda estão em investigação.

Em relação ao número de casos, 2024 já havia superado os anos anteriores ao final da 11ª semana. Até o momento, mais de 2,9 milhões de casos prováveis da doença foram registrados pelo Ministério da Saúde – o recorde anterior era de 1,6 milhão, em 2015.

Segundo o Ministério da Saúde, nas últimas semanas a dengue tem mostrado sinais de arrefecimento na maior parte do país. O comunicado emitido pela pasta no início de abril informa que 20 unidades federativas apresentam tendência de estabilidade ou queda no número de casos da doença. No entanto, o cenário segue sendo de alerta, segundo a pasta. Ou seja, não é hora de baixar a guarda no combate e na proteção contra o Aedes Aegypti, mosquito transmissor da doença. 

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