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Mineiras na Tailândia completam dez dias de impedimento para voltar ao Brasil

Com voo de volta cancelado, grupo aguarda ajuda do Governo federal para que possa retornar

Por Marcos Araújo

06/04/2020 às 19h50- Atualizada 06/04/2020 às 20h46

Nesta segunda-feira (6), completaram-se dez dias que cinco mulheres de Juiz de Fora e duas do município de Guarani aguardam, em Bangkok, capital da Tailândia, uma intervenção da embaixada brasileira naquele país, para que possam regressar ao Brasil e para junto de suas famílias.

De acordo com Mayara Delgado Reis, uma das sete integrantes do grupo, a Embaixada do Brasil, em Bangkok, em comunicado a elas, informou que os esforços de viabilização de voo de repatriamento de brasileiros retidos na Tailândia, Laos e Camboja estão em plena marcha, a despeito de feriados e fins de semana. O órgão ainda teria pedido para que tivessem compreensão e paciência pela ausência de detalhes concretos, uma vez que devem ser respeitados os prazos e as condições necessárias para operar um processo dessa magnitude, que envolve elevados gastos públicos, abertura de licitação internacional e decisão final do Governo federal.

Por isso, como informou a Embaixada para o grupo, com as informações disponíveis, no momento, seria imprudente antecipar estimativas de datas para o eventual voo de repatriação.

Segundo Mayara, o grupo não está satisfeito com o posicionamento da Embaixada, uma vez que considerou o comunicado muito evasivo e espera que o Itamaraty tenha uma posição mais concreta e possa agir o mais rápido possível, para que elas e outros brasileiros na mesma situação sejam repatriados. Mayara lembra que existem pessoas já sem recursos financeiros sendo expulsas de hotéis e hostels, sentindo-se inseguras com a xenofobia, precisando de medicamentos controlados e com crises de ansiedade e depressão.

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Além disso, pontua Mayara, muitas dessas pessoas estão tentando entender e seguir sistemas políticos ditadores, expondo-se a riscos, e tendo que conviver com a pressão e estresse provocados pela pandemia do coronavírus.

O grupo do qual Mayara faz parte viajou para a Tailândia no dia 17 de março e sua volta estava agendada para o dia 27. A viagem tinha como objetivo uma imersão de meditação e autoconhecimento, mas terminou com o grupo impedido de voltar ao país de origem, uma vez que tiveram seus voos cancelados em razão da pandemia de Covid-19. Na semana passada, em vídeo publicado nas redes sociais, as mineiras pediram ajuda para o regresso.

Providências em andamento

O Itamaraty, depois de questionado pela Tribuna nesta segunda, informou que a Embaixada do Brasil, em Bangkok, continua trabalhando para assegurar o retorno de todos os brasileiros atingidos pelas restrições de movimentação. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a viabilização de voo fretado para recolher brasileiros retidos na Tailândia está em andamento. A última estatística disponível dá conta que 206 brasileiros ainda aguardam retorno naquele país.

Ainda como ressaltou o Itamaraty, com o apoio da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Ministério do Turismo, o órgão já atuou para possibilitar o retorno, desde o dia 21 de março, de 11.200 brasileiros ao redor do mundo e vai continuar trabalhando, sem interrupção, para assegurar a volta ao Brasil de todos os nacionais retidos no exterior em decorrência da pandemia.

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