Dezembro Laranja: HU Dom Bosco promove mutirão de prevenção ao câncer de pele

Pessoas que notarem sinais e lesões podem comparecer à unidade para atendimento gratuito com médicos e residentes do Serviço de Dermatologia do HU-UFJF 


Por Tribuna

03/12/2024 às 10h50

No próximo sábado (7), um mutirão de prevenção ao câncer de pele irá acontecer na Unidade Dom Bosco, do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF), gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A ação será realizada das 9h às 15h e faz parte do Dezembro Laranja, campanha nacional realizada anualmente com o foco de conscientizar sobre a prevenção à doença.

O mutirão faz parte do projeto “Ebserh em Ação”, que reúne outros 44 hospitais federais distribuídos em todo o país. De acordo com a assessoria da empresa, o objetivo é ampliar os atendimentos por meio de cirurgias, exames e procedimentos, que seguem até o dia 14 de dezembro, quando acontece o “Dia E”, momento em que todas as unidades farão um balanço da campanha. 

Médicos e residentes do Serviço de Dermatologia do HU-UFJF, além de voluntários, estarão no local para atender a população gratuitamente. A pessoa que notar sinais e lesões em sua pele pode comparecer ao local. O atendimento será feito por ordem de chegada, sendo necessário levar um documento de identificação. Serão avaliados apenas casos suspeitos de câncer de pele. Outras lesões cutâneas não serão atendidas via mutirão.

Câncer de pele não melanoma é o tumor maligno mais comum no Brasil

Com intuito de reduzir a incidência da doença, realizar um tratamento precoce e diminuir a mortalidade, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realiza a campanha Dezembro Laranja desde 1999.

O câncer de pele não melanoma é o tumor maligno mais comum no Brasil, representando 31% dos casos, conforme a SBD. Conhecer os sinais da doença auxilia no diagnóstico precoce, que aumenta as chances de cura.

Atenção  aos seguintes sinais: 

  • Lesão elevada e brilhante, de cor avermelhada, acastanhada, rósea ou de várias cores e que sangra facilmente.
  • Pinta ou sinal preto ou acastanhado que muda de cor, tem bordas irregulares e cresce.
  • Mancha ou ferida que não cicatriza, com ou sem crostas e com sangramento. 

“Diante da suspeita de câncer de pele, o paciente será encaminhado para atendimento especializado e realização de biópsia cutânea para comprovação do diagnóstico e definição da melhor conduta terapêutica, de acordo com o caso”, explica a médica Suélia Longo, dermatologista e coordenadora do mutirão deste ano do HU-UFJF/Ebserh. 

Cuidados, prevenção e riscos

Durante o mês de dezembro, a campanha nacional de prevenção ao câncer de pele destaca a importância de hábitos, como o uso diário de protetor solar e o acompanhamento médico regular. “Além desses cuidados, o paciente deve usar camiseta, chapéu e óculos de sol com proteção UV, e evitar a exposição ao sol entre 9h e 15h”, orienta a profissional. 

Ela alerta que os cuidados devem ser redobrados agora, devido ao aquecimento global, à intensificação da poluição ambiental e à maior incidência de radiação ultravioleta, que favorecem o aumento dos casos de câncer de pele. Dessa forma, as recomendações são válidas para todo o ano, especialmente para os grupos de risco:

  • Pessoas de pele clara, do tipo que se queimam facilmente no sol e nunca bronzeiam.
  • Pessoas que já tiveram câncer de pele. 
  • Pessoas com muitas sardas ou pintas pelo corpo.
  • ⁠Pessoas com mais de 65 anos.
  • Ter alguém na família que tem ou já teve câncer de pele. 

A especialista destaca que, independentemente de integrar ou não os grupos de risco, todos devem se proteger da radiação solar, adotando hábitos de prevenção e acompanhando qualquer sinal que possa surgir na pele. 

 

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