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Médicos de Juiz de Fora aderem a movimento contra ministro da Saúde

Profissionais participaram do ato, em adesão ao movimento nacional “Fora Barros”

Por Tribuna

03/08/2017 às 18h58- Atualizada 03/08/2017 às 19h03

Médicos de Juiz de Fora se reuniram nesta quinta-feira (2), na Sociedade de Medicina e Cirurgia, para protestar contra o ministro da Saúde, Ricardo Barros, e apresentar balanço sobre problemas da categoria registrados no município. Profissionais do Sindicato dos Médicos, da Sociedade de Medicina e do Conselho Regional de Medicina participaram do ato, em adesão ao movimento nacional “Fora Barros”, que tem como objetivo promover debates sobre a situação da saúde em todo o país e oficializar o posicionamento contrário a declarações recentes do ministro.

Conforme o presidente do Sindicato dos Médicos, Gilson Salomão, o ministro da Saúde “se manifestou de forma infeliz” ao dizer que os médicos brasileiros não trabalham de maneira eficaz. A declaração preocupou entidades que representam os profissionais, que se uniram para elaborar um relatório. “Os conselhos federais de medicina reuniram documentação denunciando os problemas que afligem a população, mostrando o estado caótico que a saúde no Brasil se encontra.”

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Segundo balanço divulgado pelo sindicato, em Juiz de Fora, as principais reclamações são sobre falta de médicos e insumos, com 89 registros; sobre conflitos interpessoais (75 registros); e falta de outros profissionais de saúde (63). Os dados foram registrados pela Ouvidoria Regional de Saúde entre janeiro e junho deste ano. Para Salomão, o ranking é um diagnóstico dos reais problemas de saúde, que estariam ligados à má gestão. “A gestão precária acaba influenciando no atendimento ao usuário do SUS. Os problemas relatados pelos usuários são de infraestrutura e não sobre o atendimento dos médicos. São problemas graves.”

Além de Juiz de Fora, a categoria realizou atos em diversas cidades do Brasil, como Brasília, Rio de Janeiro e Recife. A categoria busca promover debates sobre a ocupação de cargos públicos em saúde, o não contingenciamento do orçamento, piso salarial, condições dignas de trabalho e programas federais ligados à área, entre outros.

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