Polícia Civil prende militar do Exército que vendia anabolizantes

Sargento que servia no Hospital Militar do Riod e Janeiro, de 40 anos, foi detido em flagrante após um mês e meio de monitoramento


Por Marcos Araújo e Michele Meireles

01/03/2019 às 11h47- Atualizada 07/03/2019 às 10h41

Um sargento do Exército Brasileiro, de 40 anos, suspeito de ser o maior fornecedor de anabolizantes de Juiz de Fora, foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na manhã desta sexta-feira (1º), no Bairro Guaruá, Zona Sul. A ação policial foi desencadeada após uma manobra entre a Delegacia Especializada Antidrogas e a Inspetoria Regional de Investigadores, que vinha monitorando o militar há cerca de um mês e meio.

Um vasto material, incluindo anabolizantes, remédios de venda controlada, carimbos e receituários médicos foram apreendidos na residência do sargento. Ele foi preso quando saía de casa para fazer a distribuição dos materiais. No imóvel ainda em construção, o homem guardava uma grande quantidade de produtos destinados à venda, uma arma de fogo, munições e, aproximadamente, R$ 15 mil em dinheiro. O sargento servia no Hospital Militar do Rio de Janeiro.

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Vasto material foi localizado em uma casa em construção no Bairro Guaruá (Foto: Divulgação Polícia Civil)

De acordo com o delegado Regional de Juiz de Fora, Armando Avolio, o militar é a pessoa responsável pela distribuição desse tipo de produto na cidade, fazendo o abastecimento da maioria dos pontos de venda. “Ele foi trazido para a delegacia e, durante o seu depoimento, confessou o crime e vai responder pela venda sem autorização desses produtos; falsidade, pois foram encontradas muitas receitas prontas, carimbos de médicos, o que dava a ele a possibilidade de fazer as receitas para as pessoas; pelo crime de tráfico e por posse irregular de arma de fogo”, afirmou o delegado, acrescendo que, pelos quatro crimes, a pena total pode chegar a 38 anos de prisão. Ele foi encaminhado para o Ceresp.

A descoberta da atuação do sargento foi consequência de uma série de informações levantadas pela Delegacia Antidrogas e pela Inspetoria da Regional, as quais descobriram que ele passava a semana no Rio e vinha para Juiz de Fora às quintas-feiras, trazendo o material. “Não há indícios da participação de outras pessoas agindo com ele. A investigação continua, pois estão sendo solicitados laudos periciais com relação às receitas, vamos ouvir os médicos que têm os nomes nos carimbos encontrados, até para saber se eles existem realmente e a procedência do material apreendido”, ressaltou Armando.

Ainda segundo ele, compradores desse material poderão responder pelo crime de recepção, e os revendedores por tráfico. A Polícia Civil não divulgou o valor do material apreendido, pois ainda passava por avaliação até a edição desta reportagem.

Acerca da prisão de militar do Exército Brasileiro, O Comando Militar do Leste (CML) informou que está colaborando com as autoridades policiais para a completa apuração dos fatos. “O Exército reitera seu rigoroso empenho para que eventuais desvios de conduta sejam sempre corrigidos dentro dos limites da lei, não tolerando comportamentos ilegais ou incompatíveis com a ética e os bons costumes, ou que colidam com suas responsabilidades como agentes públicos a serviço da sociedade”.

 

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