Metanol: com suspeita de distribuição em outros estados, PF irá investigar origem

Lewandowski afirma que indícios apontam distribuição interestadual da substância que causou três mortes em São Paulo


Por Tribuna

30/09/2025 às 11h52

A origem e uma possível rede de distribuição do metanol associado a casos de intoxicação em São Paulo serão investigados pela Polícia Federal (PF). A abertura do inquérito partiu de solicitação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciada nesta terça-feira (30). Até o momento, o estado registrou três mortes após consumo de bebidas adulteradas.

Lewandowski explicou que, embora os casos estejam concentrados em São Paulo, há indícios de que a distribuição da substância ultrapasse as fronteiras estaduais. Por esse motivo, a investigação passa à esfera federal. O ministro informou ainda que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) foi acionada para instaurar inquérito administrativo e verificar medidas cabíveis sob a ótica do direito do consumidor.

“O artigo 272 do Código Penal tipifica a adulteração de produtos como crime comum. Da mesma forma, a venda e distribuição de produtos adulterados configuram infrações segundo o Código de Defesa do Consumidor”, disse Lewandowski. Ele destacou que as medidas adotadas buscam identificar a procedência do metanol, restringir sua circulação e evitar novos riscos à população. O ministério atua em cooperação com o Ministério da Saúde.

Situação em São Paulo

Segundo balanço do governo estadual, desde junho foram confirmados seis casos de intoxicação por suspeita de consumo de bebidas adulteradas com metanol. Atualmente, dez casos estão sob investigação, incluindo três óbitos: um homem de 58 anos em São Bernardo do Campo, um de 54 anos na capital e outro de 45 anos cuja residência ainda não foi identificada.

 

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Foto: Biodisel Brasil

Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe, com informações da Agência Brasil