E-commerce: tentativas de fraudes crescem 27,35% em outubro; Minas, SP e RJ lideram ocorrências

Dados são do Indicador Mensal de Fraude da Equifax BoaVista; ticket médio das compras fraudulentas de outubro foi de R$ 422,90


Por Mateus Cerqueira, da Agência Estado

25/11/2024 às 12h07

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Foto: Freepik

As tentativas de fraudes no comércio eletrônico brasileiro aumentaram 27,35% em outubro de 2024, segundo o Indicador Mensal de Fraude da Equifax BoaVista. Em relação a setembro deste ano, que contabilizou quase 600 mil tentativas, o ticket médio das compras fraudulentas de outubro foi de R$ 422,90.

Os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo concentraram 22,61% das tentativas de golpes, enquanto Acre, Amapá e Roraima registraram os menores índices, totalizando 927 tentativas (0,13%). A maior parte dos golpes ocorreu às quartas e quintas-feiras (34,23%), com pico às 14h, e o menor número de registros foi às 4h da madrugada.

A Equifax BoaVista, especializada em soluções antifraudes, informou que suas ferramentas evitaram prejuízos de cerca de R$ 1,1 bilhão no setor.

O ticket médio das fraudes aumentou 4,4% em outubro de 2024, quando comparado ao mesmo mês de 2023. Os dispositivos móveis, especialmente os que utilizam Google Chrome, foram responsáveis por 6,36% dos golpes detectadas no mês.

Dias com menor tentativas de fraudes

Os finais de semana, especialmente os domingos, apresentaram o menor índice de fraudes (11,36%). Já as terças-feiras lideraram o volume de vendas, com 17,87% das transações, correspondendo a cerca de 3,4 milhões.

Pedro Tavares, superintendente de Produtos de Identidade e Fraude da Equifax BoaVista, destacou a sofisticação das estratégias dos golpistas. “Os golpes acontecem durante o dia para se camuflarem entre as transações legítimas, dificultando a identificação por sistemas antifraude. Isso reforça a necessidade de os e-commerces estarem equipados com soluções capazes de acompanhar o avanço das técnicas utilizadas.”

A análise ressalta a importância de investimentos em tecnologia para proteger o setor varejista, em constante crescimento e alvo preferido de criminosos digitais.

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