PF pede mais 90 dias para investigar atentado a faca sofrido por Bolsonaro

Segundo informações da corporação, não há um prazo determinado para a conclusão do inquérito


Por Leonardo Augusto (Agência Estado)

16/01/2019 às 19h35- Atualizada 16/01/2019 às 20h33

A Polícia Federal de Minas Gerais solicitou à Justiça a prorrogação por 90 dias para o inquérito sobre o financiamento da defesa de Adélio Bispo de Oliveira. O requerimento foi feito pela Superintendência Regional da Polícia Federal nesta terça-feira (15). Responsável confesso pelo atentado ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) em 6 de setembro, Adélio está detido, desde 8 de setembro, na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande (MS).

Conforme a assessoria da Superintendência Regional, a extensão do prazo para a conclusão do inquérito foi pedida “para que sejam concluídas diligências em cursos e tenham sequência as investigações”. Em nota, a Polícia Federal informou não haver prazo determinado para a conclusão do inquérito. Adélio é representado judicialmente pelos advogados Pedro Augusto de Lima Felipe e Possa, Marcelo Manoel da Costa, Fernando Costa Oliveira Magalhães e Zanone Manuel de Oliveira Júnior. Em 21 de dezembro, o escritório e uma empresa, ambos de Zanone, foram alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal em Contagem (MG). As ações buscaram identificar “participação de terceiros ou grupos criminosos” no planejamento de um possível atentado político.

Adélio foi indiciado em denúncia do Ministério Público Federal por crimes de atentado pessoal por inconformismo político, previsto na Lei de Segurança Nacional – 7.170/83. A Polícia Federal concluiu que o agressor agiu sozinho no momento do ataque, com motivação “indubitavelmente política”.