‘Inimigo da saúde’, afirma ministro Alexandre Padilha sobre Donald Trump

Para ele, o presidente dos Estados Unidos tem realizado uma “perseguição” contra pesquisadores da área da saúde


Por Tribuna

14/08/2025 às 18h14- Atualizada 14/08/2025 às 18h16

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como “inimigo da saúde” durante a inauguração de uma nova etapa da fábrica de hemoderivados da Hemobrás, em Pernambuco.

“Estamos enfrentando não só o tarifaço. Estamos enfrentando a figura do presidente atual dos EUA, um inimigo da saúde. Antes das tarifas, desde o começo do governo dele, a cada momento, ele faz ataques à saúde do mundo como um todo”, afirmou, citando o corte de recursos promovido por Trump para a produção de vacinas.

Padilha disse que o Trump incentivou “uma verdadeira perseguição” contra pesquisadores de vacinas, o que estaria motivando a vinda de profissionais para instituições brasileiras, como a Hemobrás e a Fiocruz, além de empresas nacionais e internacionais que investem no país.

Em seu discurso, o ministro também acusou Trump de retirar recursos destinados à Organização Mundial da Saúde (OMS) e a fundos de produção de vacinas, além de romper contratos de fabricação de imunizantes nos EUA “porque não quer apostar mais na vacina RNA mensageiro”.

Sanção a brasileiros

Padilha criticou, ainda, a sanção anunciada pelo governo norte-americano na quarta-feira (13) contra dois brasileiros, que tiveram seus vistos revogados, assim como os de seus familiares. Segundo ele, a medida foi tomada porque eles participaram da criação do programa Mais Médicos.

O Departamento de Estado dos EUA justificou a decisão alegando que os alvos da sanção, enquanto atuavam no Ministério da Saúde e na Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), foram cúmplices “do trabalho forçado do governo cubano”.

Entre os atingidos estão o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, e o ex-assessor de Relações Internacionais da pasta e atual coordenador-geral para a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), Alberto Kleiman.

*Texto reescrito com informações da Agência Brasil e auxílio do ChatGPT,  revisado por nossa equipe