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Você provavelmente está trocando a roupa de cama na frequência errada

Calor e umidade favorecem ácaros na roupa de cama; higiene e ventilação reduzem alérgenos, alergias e melhoram o sono


Por Yasmin Henrique

06/07/2026 às 21h23

Você provavelmente está trocando a roupa de cama na frequência errada

No contexto brasileiro, as condições de temperatura elevada e alta umidade favorecem a proliferação de ácaros em ambientes domésticos. Evidências da área de saúde ambiental e alergologia mostram que essas condições climáticas estão associadas a maior concentração desses microrganismos, o que reforça a importância da higienização frequente de itens de uso contínuo, como roupas de cama.

Pesquisas realizadas em instituições como a USP e a UFRJ indicam que colchões e tecidos de cama funcionam como áreas de acúmulo constante de células mortas da pele, poeira, fungos e ácaros. Com o tempo, esse acúmulo transforma o espaço de descanso em um ambiente rico em alérgenos, sobretudo quando não há manutenção regular da limpeza.

Troca da roupa de cama

Recomendações de frequência e cuidado com a roupa de cama:

  • Especialistas indicam a troca de lençóis e fronhas, em média, a cada sete dias
  • Em situações de maior exposição, esse intervalo pode ser reduzido
  • Não há consenso único, mas a troca semanal aparece como referência mais comum em orientações de higiene doméstica

Medidas complementares de proteção:

  • Ventilação diária dos ambientes
  • Redução da umidade dentro do quarto
  • Uso de capas protetoras em colchões
  • Uso de capas protetoras em travesseiros
  • Redução do contato direto com agentes irritantes acumulados nos tecidos

Sono e manutenção

A condição de higiene do quarto está diretamente ligada à qualidade do sono. A Fundação Oswaldo Cruz aponta que elementos ambientais, como ventilação e limpeza do espaço, têm influência no descanso noturno. 

A presença elevada de alérgenos no ambiente pode contribuir para despertares ao longo da noite, redução da qualidade do sono e aumento do desconforto respiratório. Além dos efeitos sobre o sono e a saúde, a ausência de manutenção regular também contribui para o desgaste mais rápido de tecidos, colchões e travesseiros, além do acúmulo progressivo de impurezas.