Sinal nos olhos que a maioria das pessoas ignora pode aparecer dias antes de um AVC
Alterações nos olhos podem ser um alerta precoce de AVC e exigem atenção, mesmo quando desaparecem rapidamente

Um episódio de perda repentina da visão, mesmo que dure apenas alguns segundos, pode ser o primeiro alerta de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O sintoma costuma desaparecer espontaneamente, levando muitas pessoas a ignorá-lo, mas especialistas afirmam que ele pode indicar um Ataque Isquêmico Transitório (AIT), conhecido como “mini AVC”, que frequentemente antecede um derrame.
Segundo o protocolo brasileiro de Linhas de Cuidado do Ministério da Saúde, cerca de 20% dos pacientes que sofrem um AVC isquêmico apresentam um AIT nas horas ou dias anteriores ao evento. O risco de um novo episódio é maior na primeira semana, período em que o Ministério da Saúde recomenda a avaliação por meio do Escore ABCD², ferramenta utilizada para estimar a probabilidade de um AVC após um AIT.
Sinais de AVC nos olhos
Sinais de alerta
- Perda temporária da visão em um dos olhos (amaurose fugaz).
- Visão embaçada ou turva.
- Visão dupla.
- Perda parcial do campo visual.
- Dificuldade temporária para focar objetos.
Amaurose fugaz
- Geralmente é descrita como uma “cortina” escura cobrindo um dos olhos.
- Pode durar de poucos segundos a alguns minutos.
Por que isso acontece
- A retina, o nervo óptico e o cérebro compartilham a mesma rede de vasos sanguíneos.
- Por isso, alterações na circulação podem se manifestar primeiro por sintomas nos olhos.
Principais causas
- Aterosclerose.
- Estenose das artérias carótidas.
- Embolias.
- Doenças da artéria carótida, principal vaso que leva sangue ao cérebro.
Outros sintomas de AVC
- Fraqueza em um lado do corpo.
- Dificuldade para falar.
- Perda de equilíbrio ou dificuldade para andar.
- Tontura intensa.
Procura médica
Em casos de suspeita de AIT, a recomendação é buscar avaliação médica imediata, com a mesma urgência de um AVC. A investigação inclui exames de imagem do cérebro, análise das artérias carótidas e intracranianas, além de avaliações cardíacas e laboratoriais para identificar a causa da alteração no fluxo sanguíneo.
O diagnóstico precoce permite iniciar medidas preventivas, como uso de medicamentos antiplaquetários, controle da pressão arterial, redução do colesterol e tratamento de doenças vasculares, diminuindo o risco de um AVC incapacitante ou fatal.









