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Irmão de Eloá Pimentel é morto durante tiroteio em São Paulo

Homem investigado por ligação com atentado contra irmão de Eloá Pimentel morre durante operação da Rota em São Paulo.


Por Leticia Florenco

02/07/2026 às 13h56

Irmão de Eloá Pimentel é morto durante tiroteio em São Paulo

Um homem investigado por possível participação indireta no atentado contra o tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos morreu na manhã desta quarta-feira (1º) durante uma ação das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), na região de Guaianases, Zona Leste de São Paulo.

De acordo com a Polícia Militar, as equipes foram até o local para averiguar uma denúncia sobre o eventual envolvimento do suspeito no ataque sofrido pelo oficial no último fim de semana.

Durante a abordagem, segundo a corporação, o homem reagiu armado, houve confronto e ele foi baleado. O suspeito chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

A ocorrência foi registrada no 68º Distrito Policial como morte decorrente de intervenção policial. O caso será investigado pela Polícia Civil.

SSP esclarece participação do suspeito

Após a repercussão da operação, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o homem morto não é apontado como autor dos disparos contra o tenente Ronickson Pimentel.

Em nota, a pasta afirmou que a ação policial teve como objetivo verificar uma denúncia sobre uma possível participação indireta do investigado no planejamento ou na execução do atentado.

Segundo a SSP, a circunstância será apurada durante o andamento das investigações.

Polícia aponta planejamento de quatro meses

As investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) indicam que o atentado contra o tenente da Rota foi cuidadosamente planejado ao longo de aproximadamente quatro meses.

Conforme a Polícia Civil, os criminosos monitoraram a rotina do oficial desde fevereiro, identificando seus deslocamentos e locais frequentados antes da execução do ataque.

As apurações também permitiram identificar um dos suspeitos de participar diretamente dos disparos.

Veículo utilizado pelos criminosos foi localizado

Imagens de câmeras de monitoramento ajudaram os investigadores a identificar um automóvel branco utilizado para dar apoio à fuga dos atiradores.

O veículo foi encontrado na noite de terça-feira (1º) em um estacionamento localizado no bairro de Guaianases.

O carro foi apreendido e encaminhado para perícia, enquanto a proprietária do estabelecimento prestou depoimento aos investigadores.

A expectativa é de que a análise pericial contribua para identificar outros integrantes do grupo criminoso.

Motocicleta roubada recebeu placa clonada

Segundo a investigação, a motocicleta utilizada no atentado havia sido roubada em março, na região da Cidade Dutra, Zona Sul da capital paulista.

Antes da ação criminosa, os responsáveis instalaram uma placa clonada de um veículo registrado em São João de Meriti, no Rio de Janeiro, numa tentativa de dificultar a identificação dos envolvidos.

Até o momento, dois suspeitos já foram presos por participação no crime.

Estado de saúde do tenente permanece grave

Ronickson Pimentel continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.

De acordo com o boletim médico mais recente, o oficial apresentou evolução clínica satisfatória, com redução da necessidade de medicamentos para manutenção da pressão arterial e resposta considerada positiva ao tratamento neurológico.

Os médicos informaram ainda que o paciente permanece sem febre, com os demais órgãos funcionando adequadamente, enquanto a equipe segue reduzindo gradualmente a sedação para avaliar sua recuperação.

Apesar dos sinais de melhora, o quadro clínico continua grave e exige monitoramento intensivo.

Irmão de Eloá Pimentel

Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, adolescente assassinada em outubro de 2008 após permanecer cerca de 100 horas em cárcere privado.

O caso teve ampla repercussão nacional e tornou-se um dos episódios criminais mais marcantes da história recente do país.

Enquanto o oficial permanece hospitalizado, a Polícia Civil prossegue com as investigações para identificar todos os envolvidos no atentado e esclarecer a participação de cada suspeito no planejamento e na execução do crime.