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Fim da escala 6×1 pode mudar a rotina de empresas e trabalhadores no Brasil, criando novas formas de organizar jornadas e obrigando pequenos negócios a encontrar maneiras diferentes de manter a operação funcionando

Softwares de RH integrados e cursos de gestão de pessoas emergem como ferramentas essenciais para pequenos negócios se adaptarem à mudança.


Por Bernardo Teixeira

08/10/2026 às 17h07

Fim da escala 6×1 pode mudar a rotina de empresas e trabalhadores no Brasil, criando novas formas de organizar jornadas e obrigando pequenos negócios a encontrar maneiras diferentes de manter a operação funcionando
Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

A possível eliminação da escala 6×1 pode reconfigurar o mercado de trabalho brasileiro, mas especialistas em recursos humanos avaliam que pequenas empresas conseguirão se adaptar à mudança.

A alta rotatividade de funcionários, problema crônico para negócios menores, pode se intensificar caso o Senado aprove o fim dessa jornada. Com isso, empreendedores terão de buscar novas estratégias de contratação e retenção de pessoal. Controlar custos com saída e entrada constante de colaboradores é um desafio que compromete a viabilidade de muitos pequenos negócios.

Juros altos, escassez de mão de obra disponível e incerteza econômica já dificultam a permanência de bons empregados nas organizações de menor porte, especialmente no comércio e nos serviços.

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Foto: Pedro Ventura / Agência Brasília

Como a jornada afeta pequenos negócios

Pequenas empresas enfrentam obstáculos que as grandes corporações conseguem contornar com mais facilidade. Muitos empreendedores têm dificuldade para cumprir obrigações legais básicas, como manter o registro digital de ponto, e ficam expostos a processos trabalhistas e multas relacionadas à rotatividade excessiva de pessoal.

Sem uma estrutura interna própria de recursos humanos, como a que existe em organizações maiores, essas empresas ficam vulneráveis.

A maioria dos pequenos negócios no Brasil ainda usa apenas papel ou planilhas para gerenciar os funcionários. A falta de ferramentas digitais dificulta o acompanhamento do cumprimento da lei e aumenta o risco de penalidades trabalhistas. Se o fim do 6×1 for aprovado, essas empresas precisarão revisar a forma de organizar as jornadas.

Novas formas de contratação no horizonte

Jornadas compartilhadas, trabalho em meio turno ou escalas variáveis podem surgir como alternativas para manter as operações funcionando sem sobrecarregar os colaboradores.

Os softwares de RH serão decisivos nessa transição, e ferramentas que integrem recrutamento. Gestão de pessoas, controle de ponto e folha de pagamento em uma única plataforma podem reduzir o tempo gasto com tarefas administrativas e liberar recursos financeiros para a retenção de pessoal.

Close-up de um aperto de mão profissional sobre um laptop durante uma reunião de negócios em um escritório.
Foto: Andrea Piacquadio/Pexels

O foco das startups de RH nas pequenas e médias empresas

A escolha se deve à urgência: pequenos negócios precisam de soluções rápidas. E acessíveis para cumprir a lei e administrar o pessoal, mas têm menos capacidade de investir em estrutura própria.

O desafio será integrar inteligência artificial às plataformas e automatizar processos sem eliminar postos de trabalho nem desintermediar a própria tecnologia. Além de softwares, essas empresas oferecem cursos de gestão de pessoas, que funcionam como porta de entrada para novos clientes. E como suporte educacional para empreendedores que enfrentam essa transição pela primeira vez.