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Especialistas alertam que o zumbido pode indicar outras condições de saúde

Zumbido persistente pode indicar problemas além da audição, como pressão alta, estresse e alterações no organismo.


Por Leticia Florenco

11/07/2026 às 18h02

Especialistas alertam que o zumbido pode indicar outras condições de saúde

Um simples chiado, apito ou sensação de vibração no ouvido pode parecer apenas um incômodo passageiro, mas especialistas alertam que o zumbido persistente pode estar relacionado a diferentes condições de saúde.

Embora muitas pessoas associem o problema exclusivamente à audição, o sintoma também pode envolver alterações na circulação, pressão arterial, sono, estresse, tensão muscular e até deficiências nutricionais.

A recomendação dos profissionais de saúde é que casos frequentes sejam investigados com atenção, principalmente quando o zumbido aparece acompanhado de outros sinais, como tontura, dor de cabeça, alteração no equilíbrio ou perda auditiva.

Sintoma vai além dos problemas auditivos tradicionais

O zumbido é definido como a percepção de um som que não tem origem em uma fonte externa. Ele pode ser percebido como apito, chiado, pulsação, ruído semelhante a insetos ou até uma vibração constante.

Apesar de muitas vezes estar ligado a alterações no ouvido interno, especialistas explicam que o sintoma pode ter múltiplas causas.

A exposição prolongada a sons altos, envelhecimento e perda auditiva estão entre os fatores mais conhecidos, mas não são os únicos.

Alterações na pressão arterial, problemas musculares na região do pescoço e mandíbula, ansiedade, uso de determinados medicamentos e distúrbios do sono também podem influenciar o aparecimento ou agravamento do quadro.

Pesquisas apontam relação entre zumbido e pressão alta

A possível ligação entre zumbido e hipertensão tem sido analisada por pesquisadores.

Estudos indicam que pessoas com o sintoma podem apresentar maior frequência de alterações cardiovasculares, especialmente quando outros fatores de risco estão presentes.

A explicação está relacionada ao funcionamento dos vasos sanguíneos próximos ao ouvido interno, uma região sensível às mudanças no fluxo de sangue.

Em alguns pacientes, o zumbido pode acompanhar os batimentos cardíacos, característica conhecida como zumbido pulsátil.

Segundo especialistas, esse tipo de manifestação merece avaliação médica, pois pode indicar a necessidade de investigar alterações na circulação.

Vitamina B12 é investigada, mas suplementação sem avaliação não é recomendada

A deficiência de vitamina B12 também aparece entre os fatores analisados em alguns pacientes com zumbido.

Como o nutriente participa do funcionamento do sistema nervoso, alterações nos níveis da vitamina podem influenciar diferentes sintomas neurológicos.

No entanto, pesquisadores destacam que a suplementação não deve ser feita automaticamente.

Estudos recentes avaliaram o uso de vitamina B12 em pessoas com zumbido sem causa identificada e não encontraram melhora significativa em todos os casos.

A orientação é que exames sejam realizados antes de iniciar qualquer tratamento. Quando existe deficiência comprovada, a reposição pode fazer parte da estratégia para corrigir o problema.

Estresse e noites mal dormidas podem intensificar o incômodo

O estado emocional também tem influência na forma como o cérebro percebe o zumbido.

Situações de estresse, ansiedade e cansaço não necessariamente são responsáveis pelo surgimento do sintoma, mas podem aumentar sua intensidade.

Muitos pacientes relatam que o ruído parece mais forte durante a noite, quando o ambiente fica silencioso. Isso acontece porque a ausência de sons externos facilita a percepção do barulho interno.

A falta de sono também pode criar um ciclo de piora, já que o descanso inadequado aumenta a sensibilidade ao desconforto e dificulta a adaptação ao sintoma.

Sinais de alerta indicam quando procurar atendimento

Nem todo zumbido representa uma doença grave, mas alguns sinais exigem uma investigação mais detalhada. Especialistas recomendam atenção quando o sintoma apresenta características específicas.

Entre os principais alertas estão:

  • Zumbido em apenas um ouvido;
  • Som sincronizado com os batimentos cardíacos;
  • Perda de audição associada;
  • Tontura, desequilíbrio ou náuseas;
  • Sensação constante de ouvido tampado;
  • Dor de cabeça intensa ou alterações visuais;
  • Início do sintoma após o uso de um novo medicamento.

Essas informações ajudam o profissional de saúde a identificar se a origem está relacionada ao ouvido, ao sistema cardiovascular, ao metabolismo ou a outros fatores.

Avaliação médica busca identificar a verdadeira causa

O diagnóstico do zumbido depende de uma análise completa do histórico do paciente. Durante a consulta, o profissional pode avaliar hábitos, sintomas associados e possíveis fatores desencadeantes.

Entre as medidas utilizadas na investigação estão:

  • Verificação da pressão arterial;
  • Testes auditivos;
  • Revisão de medicamentos em uso;
  • Avaliação da exposição a ruídos;
  • Investigação da qualidade do sono;
  • Exames laboratoriais para analisar possíveis alterações metabólicas.

A abordagem busca evitar tratamentos genéricos e encontrar a causa específica do sintoma.

Prevenção continua sendo uma das principais estratégias

O cuidado com a audição é uma das formas mais importantes de reduzir o risco de zumbido.

O uso excessivo de fones de ouvido em volume elevado e a exposição frequente a ambientes muito barulhentos podem prejudicar as estruturas internas do ouvido.

Especialistas recomendam controlar o volume dos aparelhos, realizar pausas durante o uso de fones e utilizar proteção auditiva em locais com ruído intenso.

Além disso, manter uma rotina de sono adequada, controlar a pressão arterial e cuidar da saúde emocional também podem contribuir para reduzir fatores associados ao problema.

Zumbido persistente não deve ser ignorado

O zumbido constante pode ter diferentes origens e nem sempre está ligado apenas à audição. Por isso, especialistas reforçam que observar os detalhes do sintoma é fundamental para chegar ao diagnóstico correto.

Registrar quando o ruído aparece, sua intensidade, possíveis gatilhos e sintomas associados pode ajudar durante a avaliação médica.

Embora em muitos casos o zumbido tenha causas controláveis, a investigação é essencial quando ele persiste, piora ou surge acompanhado de outros sinais.

O acompanhamento profissional permite identificar possíveis alterações e buscar o tratamento mais adequado para cada situação.