Empresa acusa Serasa de usar milhões de dados biométricos indevidamente
Empresa acusa Serasa de usar tecnologia de biometria facial sem autorização; caso envolve até 22 milhões de brasileiros

Um laudo pericial citado pela empresa de identidade digital Unico aponta que ao menos 1,4 milhão de transações podem ter sido realizadas de forma irregular envolvendo sua tecnologia de biometria facial. A companhia estima que o volume de consultas investigadas possa alcançar dados de até 22 milhões de brasileiros.
As informações fazem parte de uma acusação contra a Serasa Experian, que teria utilizado indevidamente uma plataforma de validação de identidade desenvolvida pela empresa. O caso está sendo analisado nas esferas cível e criminal e tramita sob segredo de Justiça.
Acusações contra a Serasa
- Dados envolvidos: informações geradas em processos de autenticação facial para confirmar identidades em serviços digitais.
- Fora da acusação: não há envolvimento de dados bancários, como saldo, extratos, transações ou informações de crédito.
Origem da investigação
- A Unico identificou um aumento incomum de consultas associadas ao Banco do Brasil.
- A empresa afirma ter encontrado consultas de outros clientes sendo processadas por um canal destinado exclusivamente às operações do banco público.
Possível acesso irregular
- A suspeita é que a Skill Tecnologia tenha permitido o acesso à plataforma da Unico fora do escopo autorizado.
- A empresa tinha permissão para utilizar a tecnologia apenas em operações vinculadas ao Banco do Brasil, mas a Unico afirma que consultas de outras instituições teriam sido processadas.
Uso das informações
- A Unico afirma que a Serasa Experian e a ClearSale teriam utilizado as consultas para aprimorar sistemas de identificação e ampliar bases de identidades válidas.
- A empresa alega que o uso da tecnologia teria gerado vantagem tecnológica indevida.
Dados biométricos
Dados biométricos, como reconhecimento facial e impressões digitais, são classificados como dados pessoais sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) por permitirem a identificação direta de indivíduos. Diferentemente de senhas, essas informações não podem ser facilmente substituídas em caso de exposição.
A tecnologia é usada por bancos, fintechs e plataformas digitais para autenticação, abertura de contas e prevenção de fraudes. Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre as acusações feitas pela Unico.









