Cinco jovens de classe média a alta são presos por clonagem de cartões e fraudes bancárias

Quadrilha sequestrava celulares e repassava comissões a comerciantes para usar cartões clonados e fazer compras on-line


Por Hugo Netto

16/06/2026 às 14h31

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na manhã desta terça-feira (16), a segunda fase da operação Estorno, contra clonagem de cartões e fraudes bancárias. Cerca de 60 policiais cumpriram 15 mandados de busca e apreensão, simultaneamente, em Juiz de Fora, Leopoldina e Belmiro Braga.

Até o momento, cinco investigados foram presos em flagrante, por organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro. Alguns são reincidentes, presos na primeira fase e soltos, portando tornozeleira eletrônica. Veículos, dinheiro, cartões, documentos, notas fiscais e celulares foram apreendidos. Segundo a polícia, os materiais indicam a prática de outros crimes por esse grupo.

Conforme a PCMG, são indivíduos altamente capitalizados, de classe média a alta, entre 21 e 27 anos. Em pouco mais de quatro anos, a quadrilha movimentou R$ 45 milhões. Com o produto das fraudes, eles faziam compras on-line, tanto para satisfação própria, como roupas, quanto também para revender para terceiros por um valor menor ou beneficiar parentes. Por isso, a estratégia da polícia é asfixiar financeiramente o grupo para reduzir a capilaridade, as pessoas que se aproveitam dos crimes.

Para clonar os cartões de terceiros, os criminosos utilizavam maquininhas de comerciantes de diversos segmentos que se beneficiavam, recebendo comissões. A polícia já chegou a alguns deles, pois o CNPJ estava vinculado. Em Leopoldina, havia uma loja de celulares, por exemplo.

Sequestro de aparelhos

O grupo também sequestrava celulares. O proprietário ficava sem conseguir mexer no aparelho por um tempo, enquanto membros da quadrilha ficavam ativos no celular espelhado. Por isso, também foram apreendidos muitos chips. A polícia ainda apreendeu uma pequena quantidade de droga e munições. A Civil orienta a população a utilizar ferramentas de verificação em duas etapas para se precaver.

Na primeira fase da operação foram apreendidos aparelhos eletrônicos, computadores, roupas, acessórios, perfumes, bebidas alcoólicas, armas, munições e um jet ski comprados com as fraudes. O dono do jet ski seria preso, mas rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu. O equipamento foi encontrado em um apartamento de aluguel por temporada, próximo ao Parque Halfeld – que não era o endereço em que ele deveria estar.