Cinco coisas na sua casa que podem estar prejudicando seu corpo, segundo neuroarquiteta
Neuroarquitetura mostra como a casa pode influenciar emoções, percepção, conforto e bem-estar, a partir da relação entre ambiente e cérebro

A organização dos espaços internos da casa pode influenciar muito mais do que a aparência de um ambiente. A neuroarquitetura, campo que une arquitetura, neurociência e psicologia ambiental, investiga como fatores como iluminação, sons, distribuição dos móveis e elementos visuais interferem nas emoções, no conforto e na percepção do espaço pelo cérebro.
A arquiteta e neuroarquiteta Giovanna Lima, da Milar Arquitetura, aponta alguns itens presentes nas casas que podem afetar a sensação de bem-estar e o funcionamento do organismo. Embora parte dessas relações seja estudada pela ciência, algumas interpretações ainda dependem do contexto e da forma como cada ambiente é utilizado.
Coisas da casa que prejudicam o corpo
- Prateleiras acima da cama: Prateleiras instaladas sobre a cabeceira podem gerar uma sensação inconsciente de insegurança e dificultar o relaxamento. Embora não haja comprovação de que prejudiquem diretamente o sono, estudos indicam que ambientes percebidos como menos seguros aumentam o estado de alerta.
- Ruído durante as refeições: Ruídos intensos ou de alta frequência podem reduzir a percepção dos sabores doce e salgado, tornando a refeição menos prazerosa. Pesquisas em gastrofísica mostram que o ambiente sonoro influencia a experiência alimentar.
- Iluminação do quarto: Luzes instaladas no teto podem inibir a produção de melatonina à noite. Já luminárias posicionadas na altura dos olhos ou próximas ao chão, como abajures e arandelas, favorecem um ambiente mais acolhedor e relaxante.
- Mito da luz amarela: A intensidade da iluminação depende dos lúmens, e não da cor da lâmpada. Assim, modelos de luz branca e amarela com a mesma quantidade de lúmens iluminam igualmente, diferindo apenas na temperatura de cor.
- Falta de elementos naturais: Padrões fractais, encontrados em folhas, árvores e outros elementos da natureza, são associados à sensação de relaxamento. Estudos sugerem que esses padrões podem reduzir indicadores de estresse e melhorar o humor.
Especialistas destacam que a neuroarquitetura não propõe fórmulas prontas para melhorar a saúde, mas busca compreender como diferentes características dos ambientes influenciam emoções, atenção, produtividade e bem-estar.









