Cientistas analisam locais frequentados todos os dias e encontram mais de 42 mil vírus desconhecidos
Coleta de dados utilizou cotonetes para obter amostras de superfícies de alto tráfego em áreas urbanas.

Um estudo global liderado por uma equipe internacional de cientistas revelou a presença de mais de 42 mil novos vírus em ambientes urbanos. A pesquisa, publicada na Nature Communications em 2026, analisou amostras coletadas em 102 cidades de 31 países, incluindo São Paulo.
A coleta de dados utilizou cotonetes para obter amostras de superfícies de alto tráfego em áreas urbanas, como metrôs e hospitais. Técnicas avançadas de sequenciamento permitiram mapear o material genético dos vírus, revelando que mais de 77% eram desconhecidos até então.
Na pesquisa, que examinou quase 3 mil amostras, os cientistas empregaram uma abordagem que incluiu áreas periurbanas, como solos e ambientes aquáticos. A técnica metatranscriptômica utilizada possibilitou a identificação simultânea de diversos organismos sem a necessidade de isolá-los individualmente.
Perigos potenciais para a saúde humana
Os especialistas afirmam que a maioria dos vírus encontrados não oferece risco para os humanos. Apenas cerca de 60 vírus têm potencial de infectar pessoas. A grande maioria dos vírus identificados são bacteriófagos, que atacam apenas bactérias e não afetam células humanas.
Este levantamento sugere que muitos vírus ainda são desconhecidos nos ambientes urbanos. A pesquisa ressalta a importância de uma vigilância contínua para entender melhor esse ecossistema viral. O Brasil destaca-se como um dos protagonistas na investigação de novos agentes biológicos.
A descoberta de 42 mil novos vírus pode parecer alarmante, mas pouquíssimos demonstraram capacidade de infectar humanos. A continuidade das pesquisas pode aprofundar o conhecimento sobre o mundo microbiano que coexiste em cenários urbanos.







