Hantavírus em Minas: SES descarta transmissão entre pessoas e reforça cuidados em áreas rurais

Secretaria de Saúde confirma um caso da doença em 2026, com óbito, e orienta população sobre medidas de prevenção


Por Tribuna de Minas

12/05/2026 às 08h14

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou que não há registro de transmissão de hantavírus de pessoa para pessoa no Brasil. O esclarecimento ocorre após a investigação de uma possível transmissão entre passageiros de um navio de cruzeiro no Atlântico Sul, acompanhada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), recolocar o tema em debate.

Conforme a SES-MG, o cenário brasileiro é diferente do investigado no navio. No país, a hantavirose está associada ao contato direto com roedores silvestres, principalmente em áreas rurais. A cepa identificada no Brasil, segundo a secretaria, não é transmitida entre pessoas.

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, não há motivo para alarme. “Muitas pessoas ficaram preocupadas, mas é importante esclarecer que não há transmissão de pessoa para pessoa. O vírus circula em roedores silvestres, especialmente em áreas rurais. São casos isolados, como já ocorreram em outros anos no estado”, afirmou.

A doença tem ocorrência pontual em Minas Gerais, mas exige vigilância contínua, especialmente em regiões rurais. O Estado afirma investir na capacitação das equipes de saúde e destaca que, em 2024, foi o primeiro do país a sediar um treinamento prático em investigação de doenças zoonóticas, com foco em hantavirose e peste.

“As ações de vigilância e prevenção são contínuas. Isso leva à consolidação de estratégias permanentes pelos municípios com apoio do Estado, incluindo atividades educativas e monitoramento epidemiológico”, comenta o subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Prosdocimi.

Casos de hantavírus em Minas

Minas Gerais tem, até o momento, um caso confirmado de hantavirose em 2026. A notificação ocorreu em fevereiro, e o paciente morreu. O diagnóstico foi confirmado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) no mesmo período.

O paciente era um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba. Conforme a SES-MG, ele tinha histórico de contato com roedores silvestres em ambiente de lavoura e paiol.

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), base oficial do Governo Federal, apontam que Minas registrou seis casos confirmados da doença em 2025, com quatro óbitos. Em 2024, foram oito casos confirmados, também com quatro mortes.

Prevenção contra hantavírus

Mesmo sem risco de transmissão entre pessoas, a SES-MG reforça a necessidade de cuidados para quem vive ou trabalha em áreas rurais. A prevenção está relacionada, principalmente, à redução do contato com fezes, urina e saliva de roedores silvestres.

“A principal orientação é evitar varrer locais com poeira seca, onde possa haver fezes ou urina de roedores. O ideal é ventilar o ambiente, umedecer o piso antes da limpeza e manter alimentos e resíduos bem protegidos”, destacou Baccheretti.

Entre as principais medidas estão guardar alimentos em recipientes fechados, dar destino adequado ao lixo e entulhos, manter terrenos limpos, não deixar ração animal exposta e retirar restos de alimentos de animais domésticos.

A SES-MG também orienta evitar plantações muito próximas das casas, ventilar locais fechados antes de entrar e umedecer o chão antes da limpeza. A recomendação é não varrer a seco, especialmente em ambientes onde possa haver sinais da presença de roedores.

Sintomas da hantavirose

Os sintomas iniciais da hantavirose incluem febre, dores no corpo, cefaleia, dor lombar e dor abdominal. Em casos mais graves, a doença pode causar dificuldade respiratória, tosse seca, aceleração dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial.

Não há vacina nem tratamento específico contra a hantavirose. Pessoas que apresentarem sintomas após contato com roedores silvestres ou com ambientes rurais com sinais desses animais devem procurar atendimento de saúde.

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Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe

 

 

Resumo desta notícia gerado por IA

  • A SES-MG informou que a cepa de hantavírus identificada no Brasil não é transmitida de pessoa para pessoa.
  • Minas Gerais confirmou um caso de hantavirose em 2026, com morte de um homem de 46 anos em Carmo do Paranaíba.
  • A doença está associada ao contato com roedores silvestres, principalmente em áreas rurais.
  • A prevenção inclui ventilar ambientes fechados, umedecer o piso antes da limpeza e proteger alimentos e resíduos.