Burnout materno atinge 90% das mães no Brasil, aponta levantamento

Sobrecarga com filhos, casa e trabalho acende alerta para a saúde mental feminina no mês das mães


Por Agência Content Box

10/05/2026 às 06h00

A sobrecarga enfrentada pelas mães brasileiras tem provocado um cenário de adoecimento mental. Um levantamento realizado pela Kiddle Pass em parceria com a B2Mamy aponta que 90% das mães no Brasil apresentam sintomas de burnout materno, condição caracterizada pela exaustão extrema causada pelo estresse contínuo relacionado aos cuidados com a casa, os filhos e o trabalho.

O tema ganha destaque no mês das mães, período em que especialistas reforçam a necessidade de tratar a saúde mental feminina como uma questão de saúde pública. Embora o cansaço faça parte da rotina materna, o burnout ocorre quando o desgaste ultrapassa os limites físicos e emocionais, prejudicando a qualidade de vida da mulher e a relação com os filhos.

Segundo a psicóloga Karina Siqueira, da Hapvida, o quadro não deve ser confundido com o estresse comum. “Quando o estresse começa a gerar sintomas físicos e emocionais mais intensos, já estamos diante de um quadro de burnout materno”, explica.

Entre os principais sinais estão dores de cabeça frequentes, crises de enxaqueca, falta de ar, taquicardia, tremores, problemas gastrointestinais e insônia. Mudanças de comportamento também podem indicar alerta, especialmente quando há perda de interesse em atividades antes consideradas prazerosas.

“A mulher passa a não encontrar energia nem para os cuidados básicos do dia a dia. Esse distanciamento emocional é um dos principais indicativos”, afirma a especialista.

Falta de apoio agrava o burnout materno

A ausência de uma rede de apoio aparece como um dos fatores que mais contribuem para o adoecimento. Mães solo, mulheres em situação de vulnerabilidade social e aquelas que acumulam múltiplas jornadas têm maior risco de desenvolver a síndrome.

“A falta de suporte aumenta significativamente o risco de esgotamento”, destaca Karina.

Os efeitos do burnout materno também podem atingir os filhos. De acordo com a psicóloga, o esgotamento reduz a disponibilidade emocional da mãe, o que pode gerar, na criança, sensação de afastamento e negligência.

“A mãe provavelmente não terá condições de manter esse contato pleno e a criança pode sentir esse distanciamento”, alerta.

Após períodos de adoecimento, muitas mulheres ainda enfrentam sentimentos de culpa, agravados pela pressão social em torno de uma maternidade idealizada. Para especialistas, a cobrança cultural para que a mulher dê conta de tudo sozinha contribui diretamente para o aumento dos casos de burnout materno.

Pressão por perfeição contribui para adoecimento

“Existe uma cobrança invisível para que a mulher seja autossuficiente em tempo integral, mas essa perfeição é inalcançável. Reconhecer limites, aceitar ajuda e dividir tarefas não são sinais de fraqueza”, afirma Karina Siqueira.

A psicóloga ressalta que a participação do parceiro, familiares e amigos é essencial para dividir responsabilidades e garantir momentos de descanso. A rede de apoio, segundo ela, pode ajudar a reduzir a sobrecarga e permitir que a mãe tenha condições de cuidar da própria saúde.

O tratamento do burnout materno envolve acompanhamento psicológico e, em alguns casos, uso de medicação. A orientação é procurar ajuda já nos primeiros sinais, como tristeza persistente, ansiedade intensa e sensação constante de exaustão, para evitar o agravamento do quadro.

Texto com informações da Content Box, reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe

 

Resumo desta notícia gerado por IA

  • Levantamento aponta que 90% das mães no Brasil apresentam sintomas de burnout materno.
  • A condição é marcada por exaustão extrema associada à sobrecarga com casa, filhos e trabalho.
  • Falta de rede de apoio, múltiplas jornadas e pressão por perfeição aumentam o risco de adoecimento.
  • Especialistas orientam buscar ajuda diante de sinais como tristeza persistente, ansiedade intensa e exaustão constante.