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Cidade se prepara para ingressar em rede mundial de referência no tratamento das urticárias

PUBLIEDITORIAL

Por Gente de Conteúdo

21/08/2019 às 07h15

Elas não são apenas uma questão de pele, tanto que já ganharam até dia mundial, 1º de outubro, como alerta ao mal que provocam a milhões de pessoas. Incapacitantes para o trabalho e para o convívio social de modo amplo, as urticárias crônicas espontâneas (UCE) têm na desinformação sua principal aliada. A elas, inclusive, estão relacionados casos severos de depressão e isolamento. A boa notícia é que elas têm cura e que Juiz de Fora, por meio da Clínica de Alergia, Asma e Imunologia Dr. Fernando Aarestrup e do Serviço de Alergia e Imunologia do Hospital Maternidade Therezinha de Jesus, está prestes a ingressar no seleto grupo Urticaria Centers of Referenceand Excellence (Ucare). Uma organização que congrega pesquisadores e conhecedores de todo o mundo, a exemplo do médico especialista em alergia, asma e imunologia, Fernando Aarestrup. Nesta entrevista, ele detalha o que são as urticárias e como tratá-las corretamente.

 

Como identificar uma urticária?

As urticárias são caracterizadas pela presença de placas avermelhadas que se espalham por todo o corpo e que coçam muito. Podem estar relacionadas ao uso de medicamentos, a alguns tipos de alimentos, principalmente frutos do mar, amendoim e outros alimentos que não são comuns na alimentação, como sementes dos tipos mais variados. Também podem aparecer espontaneamente sem nenhuma causa definida.

 

O que são as urticárias agudas?

São aquelas que acontecem de vez em quando, com crises esporádicas, uma ou duas vezes por ano, ou apenas uma crise durante toda a vida. Geralmente identificamos sua causa e, por isso, o tratamento consiste em evitar o fator que provocou seu aparecimento. Os testes alérgicos nesses casos são importantíssimos. Há casos graves de urticária aguda ligados a um edema, que é o inchaço de partes do corpo, como face, nariz, garganta, olho, lábios, com possibilidade de obstrução de vias aéreas inferiores que levam à reação anafilática. A ida ao pronto atendimento é muito importante, pois o paciente está em risco de morte. Posteriormente,deve procurar um especialista em imunologia e alergia,para o diagnóstico e o tratamento adequados.

 

Além das agudas, qual o outro tipo de urticária?

O outro tipo são as urticárias crônicas que se caracterizam por crises semanais ou até mesmo diárias, que perduram por mais de seis semanas. A qualidade de vida do paciente fica muito comprometida, porque ele não consegue estudar, trabalhar e tem dificuldade de sono.Normalmente, não existem causas definidas. Esse tipo é chamado de urticária crônica espontânea (UCE).

 

As UCE são doenças autoimunes?

As pesquisas demonstram que, em sua maioria,elas são uma reação do organismo e do sistema imunológico contra o próprio organismo. Há bem pouco tempo, havia uma dificuldade imensa de tratar esses tipos de urticárias, porque elas não respondem aos antialérgicos convencionais. Porém, mais recentemente, surgiu uma nova classe de medicamentos denominados biológicos ou anticorpos monoclonais que resolvem praticamente todos os tipos de UCE.

 

Casos graves de urticária têm risco de morte?

Sim, são as chamadas reações anafiláticas, conhecidas popularmente como “choque” anafilático. As lesões que ficam somente na pele não levam ao risco de óbito. Entretanto, quando há comprometimento da pele e de alguma outra parte do corpo, estamos diante de um quadro grave. Exemplos disso são as placas de urticária associadas a tosse, rouquidão, falta de ar, perda de consciência, náusea e vômito. No hospital,a avaliação médica precisa ser rápida. A falta de atendimento é uma das causas mais comuns que levam o paciente a óbito.

 

Como é feito o tratamento da urticária crônica espontânea (UCE)?

Iniciamos com a utilização de antialérgicos, que são os famosos anti-histamínicos, dando preferência aos de segunda geração que não causam sonolência. Entretanto, em 10% até 15% dos casos, essas medicações não surtem o efeito adequado, e o indivíduo continua a ter crises prejudiciais ao trabalho e ao convívio social. Há três, quatro anos, surgiu uma nova classe de medicamentos: os anticorpos monoclonais, com o desenvolvimento de um em especial, o omalizumabe, que bloqueia o anticorpo IgE, responsável pela urticária crônica. É uma medicação de alto custo,muito utilizada também na Europa e nos Estados Unidos, mas o benefício para o paciente é enorme. Nós temos uma grande experiência com ela aqui no Brasil com sucesso em 87% dos casos.

 

Alergia, Asma e Imunologia – Clínica de Vacinas

Av. Presidente Itamar Franco, 4001/515 – Leste – Centro Médico Monte Sinai – (32) 3241-3731 / (32) 3082-0590

Leia na íntegra o segundo número da revista “Vida + Saúde” clicando aqui.





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