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O homem que aprendeu a enxergar além das montanhas

PUBLIEDITORIAL

Por Tribuna

11/05/2019 às 16h41

O empresário José Alves de Mello Filho já incluiu nos planos de expansão para 2020 a abertura de filiais no Rio de Janeiro e em São Paulo

Ele não nasceu em Juiz de Fora, mas a emoção que demonstra ao falar da cidade é de deixar qualquer nativo encantado. Não fez Faculdade de Comunicação, mas sua paixão pelo rádio e os dotes de locutor trazem uma compreensão abrangente sobre os estímulos que uma criança recebe ainda na primeira infância. Não tem formação específica para empreender, mas gera mais de 250 empregos diretos com duas empresas: uma de conservação e outra de vigilância, com as quais ajuda muitas pessoas a se inquietarem com o que existe “por trás do muro”.

De hábitos simples, o empresário José Alves de Mello Filho, 41 anos, nascido em Cipotânea, na Zona da Mata, não sabe que sua cidade de origem tem população maior à norte-americana, no Alabama, onde um amigo se inspirou para dar nome as suas empresas, a Attalla Conservação e a Attalla Vigilância e Segurança. Mas nem precisa. Aliás, se soubesse tudo o que envolve a gestão de um negócio, desde a abertura até figurar entre as “Top 3” do segmento de vigilância em Minas, ele garante que não teria aberto o primeiro negócio. “A gente mata dez leões por dia”, brinca.

Graças, porém, à inquietação que o acompanha desde menino quando morava cercado por montanhas na zona rural da pequena cidade próxima a Barbacena, Mello rompeu fronteiras para seguir a intuição e o desejo de deixar sua marca. “Vi Juiz de Fora pela primeira vez aos cinco anos, quando meus pais trouxeram meu irmão para tratar um problema de saúde. Foi paixão à primeira vista”. Anos mais tarde, com apenas R$ 300 no bolso, desembarcou na Manchester Mineira em busca de seu eldorado. O primeiro endereço, Nova Era, na Zona Norte, onde morava uma tia.

Até se firmar em um emprego, Mello lembra com olhos cheios d’água das dificuldades pelas quais passou, inclusive fome e o fato de precisar dormir muitas noites na rua. Os percalços, porém, aumentaram sua persistência, característica imprescindível para quem deseja empreender, e foi assim que aceitou o desafio de um colega de trabalho e decidiu pela formação como vigilante. “Fiz o curso, consegui colocação rapidamente e trabalhei em muitas empresas de vigilância. Hoje ajudo a treinar meus próprios funcionários”, conta orgulhoso o empresário, ao falar de sua total identificação com o negócio, até como hobby: o tiro esportivo.

Nas horas de folga, ainda trabalhando como empregado, Mello rascunhava croquis do que viria a ser sua primeira empresa, a J. Águia Seg, de conservação, que abriu imediatamente após ouvir palestra do ex-integrante do Bope, Paulo Storani. “Ele dizia: ‘eu quero. Eu posso. Eu faço’. Essas frases fizeram muito sentido pra mim, porque se encaixavam perfeitamente no meu projeto”.

A sede do primeiro empreendimento foi a própria casa, em Benfica. Desde então, o ex-vigilante não parou de empreender até ter condições suficientes para cumprir todos o pré-requisitos legais que envolviam a abertura de uma empresa de vigilância. Um setor cheio de regras e normas de funcionamento, diretamente subordinado à Polícia Federal e ao Exército Brasileiro.

Soluções em segurança

Com a estruturação da Attalla Vigilância e Segurança, em 2014, Mello e a sócia e companheira, Cinara Cunha de Oliveira, viram os negócios crescerem de modo exponencial, inclusive após a decisão acertada de abrir uma filial em Belo Horizonte. “Do ramo de conservação, migramos também para a escolta armada, segurança pessoal e segurança patrimonial. Inclusive, somos uma das poucas no Brasil, sendo única na região, autorizadas a utilizar armas não letais. De nível 1, como a de choque Spark, e, de nível 2, a exemplo de spray de pimenta, bala de borracha e bomba de efeito moral.”

Para garantir a segurança na operação, a Attalla preza pela formação contínua dos seus profissionais com cursos de capacitação. Toda a frota é controlada por aplicativo de câmeras que monitoram o veículo durante o trajeto, em tempo real, além de ser dotada com tecnologia GPS.

Para 2020, os planos são audaciosos, com a abertura de escritórios da Attalla no Rio de Janeiro e em São Paulo. Até lá, porém, Mello já terá lançado mais uma de suas investidas, em sociedade com a consultora jurídica, Sarah Dornas de Paiva. O empreendimento oferecerá soluções em limpeza para os mais diferentes segmentos industriais, incluindo a construção civil, além do comércio e de serviços.

Incentivo ao esporte

Apaixonado pela Zona Norte onde chegou há 20 anos, Mello divide seu tempo também com participação em reuniões empresariais no Distrito Industrial e na reestruturação do Esporte Clube Benfica. A marca Attalla também está presente no patrocínio de times de futebol em Rochedo de Minas e Lima Duarte, e no Galpão da Luta Muay Thai, em Benfica. “Todos estamos aqui de passagem. Hoje estou à frente de empresas, desenvolvendo empreendimentos, escrevendo minha história. Amanhã, posso não estar, mas sei que a empresa seguirá funcionando, crescendo e ajudando a escrever histórias de muita gente”, diz.

Assim é o homem que busca conciliar, na medida certa, razão e emoção nos negócios e na vida, mantendo inabalável fé em Deus, e buscando inspiração em dois grandes empreendedores de Juiz de Fora. Heitor Villela, da Paraibuna Embalagens, e Jovino Campos, do Grupo Bahamas. “São exemplos de coragem e perseverança que procuro me espelhar”.

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Com a estruturação da Attalla Vigilância e Segurança, os negócios cresceram de modo exponencial, inclusive com abertura de filial em Belo Horizonte

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