Oxigenoterapia: com mais fôlego para vencer

PUBLIEDITORIAL

A proximidade da Copa do Mundo de futebol da Rússia aumenta o interesse pelo esporte e pelos atletas. Em uma competição de alto nível como esta é preciso garantir que os craques estejam no auge da sua forma física. A oxigenoterapia nas câmeras hiperbáricas já foi escalada e está pronta para entrar neste campo também

Por Assessoria Albert Sabin

10/06/2018 às 07h00

Em todo o mundo esportivo cresce a utilização por atletas de alta performance da medicina hiperbárica na prevenção e no tratamento de lesões, especialmente as musculares. Ícones como o tenista Novak Djokovik, o nadador Michael Phelps, o astro do basquete LeBron James, o craque do Real Madrid, Cristiano Ronaldo,já se renderam aos benefícios da oxigenoterapia no processo de recuperação, após jogos e treinos extenuantes. No Brasil, há registros de jogadores de clubes do nordeste, no tratamento de lesões, em Pernambuco e Alagoas.

Dr. Adriano Mendes Júnior acredita que atletas de alta performance podem ser beneficiados pela hiperbárica, nos eventos agudos, nas lesões musculares

A ciência mostra os benefícios da prática e os pioneiros, na pesquisa e na experiência com atletas, são os japoneses, capitaneados pelo médico Kazuyoshi Yagishita, considerado um dos “papas” mundiais em câmaras hiperbáricas, e responsável pela aplicação da terapia nos atletas nipônicos. Entre os benefícios da oxigenoterapia, segundo ele, está a redução, em até um quarto, do tempo que o atleta permaneceria afastado das competições, ao acelerar a produção de células satélites e a maturação de fibras musculares,em músculos lesados. A aplicação de oxigênio puro, em ambiente controlado, aumenta em até cinco vezes a circulação sanguínea.

“Na Copa do Mundo do Brasil, a seleção do Japãofez a recuperação funcional pós-treinos e pós-jogos, em Sorocaba (SP), nas câmaras hiperbáricas. Ainda não tive acesso aos dados de estudo das lesões da Copa, publicado recentemente, mas creio que a equipe japonesa não estará no grupo das que mais se machucaram. Em termos de observação sobre uso da oxigenoterapia no futebol, já é algo bastante promissor”, avalia o médico ortopedista Adriano Fernando Mendes Júnior, vice supervisor do Programa de Residência em Ortopedia do Hospital Universitário (HU/UFJF), onde também chefia o Ambulatório do Trauma do Esporte. Em jogo, segundo ele, estão muito mais do que a competição pelos pontos ou pelo título: “Considerando que um atleta de alto nível tem um custo elevado para clubes, federações e empresas que o patrocinam, prevenir suas lesões com estratégias acessíveis é poupar muito dinheiro”, destaca o ortopedista.

Jogo limpo

A aposta na oxigenoterapia como método adjuvante para prevenir as lesões, potencializar a recuperação e permitir o retorno mais rápido do atleta às atividades de rotina,tem ainda outro benefício: é uma conduta que não viola nenhuma regra do esporte. “Ela não é considerada doping”defende Dr. Adriano. “Temos que usá-la para melhorar a situação do equilíbrio saúde-doença. Então, sempre que houver uma situação clínica em que a falta de oxigênio pode levar a uma piora do estado de saúde, há potencial indicação para o uso da hiperbárica. E em atletas de alta performance, nos eventos agudos, a principal utilização pode ser nas lesões musculares, corroborando os estudos japoneses”, acrescenta o médico.

Evolução na recuperação dos atletas

Segundo Dr. Adriano,a utilização das câmaras hiperbáricas evidencia uma evolução nas condutas de recuperação dos atletas, ao longo do tempo. “No futebol, por exemplo, na década de 1970, era muito comum usar a massagem e a sauna para o relaxamento e recuperação. Já no final da década de 1990, fazia-se a crio imersão: o atleta era colocado numa banheira cheia de água com gelo, numa temperatura bem baixa, para que a musculatura pudesse se recuperar melhor. Hoje os atletas estão usando a câmara hiperbárica neste processo de recovering. O caso mais emblemático noticiado pela imprensa é o de Cristiano Ronaldo. Casemiro, seu colega de Real Madrid e volante da seleção brasileira, comprou a ideia e está usando também”, afirma o ortopedista.

Para nobres e plebeus

Mas a oxigenoterapia não beneficia apenas atletas de elite. Em Juiz de Fora, ela já foi usada, com sucesso, no tratamento de um caso grave de Síndrome do Compartimento nos braços, em um praticante de crossfit. “Foi um caso raro: depois de uma prática extenuante, ele apresentou sinais francos dessa síndrome: o braço vai aumentando de volume, causando dores insuportáveis, em uma progressão extremamente dolorosa e danosa. Alguns estudos mostram que a hiperbárica junto com outras terapêuticas para esta doença pode ser benéfica; como tínhamos acesso imediato à oxigenoterapia então a utilizamos como conduta principal e deu muito certo, evitando uma cirurgia”, conta Dr. Adriano ao acrescentar que os praticantes de qualquer modalidade esportiva devem conhecer os limites do seu corpo e do seu esporte para evitar lesões. O caso rendeu artigo publicado em revista científica internacional, assinado pela equipe da O2JF.

Hiperbárica utilizada no pós-cirúrgico

Uma das apostas da seleção brasileira para a Copa do Mundo da Rússia, o centroavante Gabriel Jesus, jogador do Manchester City, na Inglaterra, também já lançou mão da medicina hiperbárica. Diferentemente de Cristiano Ronaldo e Casemiro, que usam a oxigenoterapia na recuperação pós treino ou partida extenuantes, o craque da seleção foi submetido ao tratamento no pós-cirúrgico de uma fratura no quinto metatarso, do pé direito, ocorrida durante partida pelo campeonato inglês, em fevereiro do ano passado.

Recém-chegado de congresso de futebol, na Espanha, Dr. Samuel Mendes defende a atuação multidisciplinar no cuidado com atletas e praticantes de esporte

“Ele havia acabado de chegar ao clube, tinha disputado cinco jogos e feito três gols e então se lesionou.  Os médicos de grandes clubes como o Manchester City estão sempre em busca de tecnologia e práticas avançadas para acelerar a recuperação dos atletas. Por isso decidiram usar a hiperbárica como terapia adjuvante no tratamento do brasileiro”, conta o ortopedista Samuel Mendes, especialista em joelho. Membro da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte, ele integra a equipe da ProSport, a primeira clínica dedicada à medicina do esporte, em Juiz de Fora, que será inaugurada nesta segunda, 11 de junho, com atuação multidisciplinar, para atender atletas e praticantes de qualquer modalidade esportiva.

 

Saiba mais sobre a O2JF.

Acesse: http://o2hiperbarica.com.br  ou ligue 3232-5655 e 3212-8441

 

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