Tópicos em alta: tiroteio entre polícias / polícia / enem 2018

Uma lembrança da eternidade

PUBLIEDITORIAL

Com apoio da iniciativa privada, Santa Casa inaugura espaço de celebração no Cemitério Parque da Saudade. Projeto respeita e reforça a arquitetura harmoniosa da década de 1970 ao criar eixo que integra as cinco capelas recém reformadas

Por Parque da Saudade

04/11/2018 às 07h00

Na solenidade que inaugurou o novo espaço de celebração, no cemitério Parque da Saudade, no sábado que antecedeu Finados, o provedor da Irmandade Nosso Senhor dos Passos, mantenedora da Santa Casa, José Ventura, destacou que o objetivo da entidade é servir melhor à comunidade e que este serviço se faz oportuno sobretudo nos momentos de sofrimento das famílias enlutadas. Durante a benção das instalações, após a leitura de trecho bíblico, monsenhor Miguel Falabella de Castro afirmou que o cemitério é uma “lembrança da eternidade”.

Vista noturna da fonte que forma o eixo central. Ele une as capelas ao Espaço de Celebração, ao fundo (Fotos: Juliana Borges)

“A Santa Casa prima pela satisfação e pela qualidade no atendimento. A morte é um momento de fragilidade e as pessoas precisam se sentir acolhidas. A parceria com a iniciativa privada permitiu ampliar os nossos esforços, já iniciados com as obras de reforma e melhoria das capelas, ao criar esse novo espaço mais adequado à realização das celebrações religiosas, ao longo do ano”, afirmou o presidente da Santa Casa, Renato Loures, ao agradecer a participação dos empresários Marcelo Mendonça e Marcelo Machado.
Para o superintendente da Santa Casa, Aloisio Goreske, a parceria é muito positiva para a melhoria contínua da qualidade do atendimento.

“O Parque da Saudade é uma unidade de negócios importante para o conjunto das ações que realizamos na Santa Casa em benefício de toda a comunidade e presta um serviço nobre, específico, no sentido de amenizar a dor das pessoas. Esperamos oferecer, cada vez mais, um ambiente de conforto para aqueles que nos procuram”, argumentou Goreske.

 

O projeto

Assinado pela arquiteta Moema Loures e equipe, o projeto paisagístico do novo espaço de celebração respeita e valoriza a arquitetura vanguardista, da década de 1970, criando um eixo que conecta a praça central e as cinco capelas velório. “A escolha pelo concreto estrutural aparente busca manter a mesma linguagem das demais edificações do parque”, explicou Moema.
Os rasgos circulares criam sombras, a partir da direção da luz natural, simbolizando os mistérios da vida. “Estudamos a inclinação do sol, para que no momento entre dez horas e meio dia, geralmente quando ocorrem as celebrações religiosas, a luz do sol incidente projete círculos no chão”, destacou.

 

Detalhes da arquitetura do espaço

 

No ponto central do eixo que integra as capelas foi erguida uma fonte com cinco jatos de água iluminados que simbolizam a vida dos corpos que estão sendo velados. No trajeto até o espaço de celebração, há uma cruz demarcada no chão. “Espero que o projeto contribua para intensificar a paz nesta atmosfera repleta de verde favorecendo os encontros e as reflexões”, concluiu a arquiteta. A obra financiada foi realizada pela CIMO Engenharia, sob a coordenação de Mario Zoé, com projeto estrutural de Dario Vaca.

 

 

A simbologia do monumento

O diretor-secretário da Santa Casa, padre José Léles da Silva, lembrou que a palavra cemitério, na sua origem grega, significa hospedaria de beira de estrada. “É o local onde o peregrino descansa para no raiar do dia continuar a sua jornada. A igreja tem o Cristo como a luz do mundo. Todos estamos caminhando em busca dessa luz. Então, aqui é o lugar desse descanso para depois continuarmos a viagem rumo à luz eterna”, explicou.

Segundo ele, como a vida se inicia envolta pela água, o novo espaço começa com uma fonte. “Ela faz referência também ao Espírito Santo – a fonte da água viva – e à água que jorrou do coração aberto de Jesus e que nos recorda a misericórdia, o amor. É a água que nos lava, nos purifica e nos prepara para a festa da vida”, destacou o padre.

“No caminho, temos a cruz – todos passamos por ela, ninguém está isento da dor, do sofrimento. O trajeto culmina no espaço de celebração, cuja estrutura permite a entrada do sol. Todo ser vivo busca o sol e nós cristãos estamos em busca da nossa luz que é Cristo”. Padre Léles acrescentou ainda que a forma curvilínea do monumento remete à imagem de uma interrogação. “Para onde vamos? Para onde estamos caminhando? É a meta que determina os nossos passos e dá direção ao que fazemos com a nossa vida”, concluiu.

 

Receba nossa
Newsletter

As principais notícias do dia no seu e-mail





Desenvolvido por Grupo Emedia