Cachorros entendem comandos de botões sonoros? Veja o que diz estudo

Revista científica testa capacidade de cães reagirem a sinais sonoros emitidos por botões


Por Milena Félix, Agência Estado

25/09/2024 às 14h47

Um recente estudo publicado na revista científica Plos One registra os resultados de uma investigação acerca da capacidade de cães reagirem corretamente a sinais sonoros emitidos por botões. Essa dúvida ficou famosa nas redes sociais com a cachorrinha Bunny, que é treinada para responder a mais de 48 botões sonoros com mensagens como “sim”, “não”, “eu te amo”, “sair”, “brincar”, etc.

Muitos internautas, ao ver o conteúdo publicado pela dona de Bunny, Alexis Devine, se questionaram se a cachorrinha responde aos sons ou simplesmente entende as respostas de sua tutora.

Para investigar a questão, os pesquisadores realizaram dois experimentos com 59 cachorros, todos treinados para usar uma caixa sonora. Três botões foram disponibilizados: “out/outside (fora)”, “play/toy (brincar/brinquedo)”, “eat/dinner/food/hungry (comer/jantar/comida/fome)”.

No primeiro experimento, os pesquisadores cobriram os botões com adesivos coloridos e, depois de pressionar, anotaram o comportamento dos cães.

Já no segundo experimento, os pesquisadores não sabiam qual botão tinha qual mensagem, e não podiam ouvir o som; então, ao pressionar, anotaram o comportamento decorrente do som.

Além disso, os tutores dos cães realizaram outro experimento, falando as mesmas palavras que estavam gravadas nos botões, e a resposta dos cães foi registrada.

Como resultado do estudo, os cachorros tiveram sete vezes mais chances de “entender” e de ter comportamentos alinhados à mensagem “play/toy” do que a média para os outros botões.

Já os botões “out/outside” tiveram resultados na média, enquanto não houve aumento de comportamentos relacionados aos botões de comida.

Portanto, dois dos três estímulos tiveram resultados que indicam compreensão do animal ao sinal sonoro, enquanto o outro botão não teve indício de compreensão.

Os cientistas chamam atenção para o fato de que o estudo é o início da investigação sobre esse tipo de comunicação entre cães e humanos, e que mais pesquisas são necessárias para entender completamente.

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