Jogo político

Por Paulo Cesar Magella

No dia 17 de maio, em entrevista que inaugurava a Transamérica Juiz de Fora, o governador Romeu Zema não escondeu seu desapontamento com o ritmo da Assembleia Legislativa na análise de projetos que ele tem encaminhado. Destacou, especialmente, a mensagem que formaliza o acordo firmado com a Vale, como indenização pelos danos causados na tragédia de Brumadinho, em janeiro de 2019. Os recursos, pelo cronograma do Governo, serão empregados em projetos importantes tanto na mobilidade urbana quanto na saúde e também para indenizar as famílias das vítimas. A norma está andando, mas não no ritmo que ele gostaria, e sim no timing dos deputados. Nos bastidores, o que se fala passa pelo viés eleitoral que Zema estaria tentando dar às obras em decorrência do pleito do ano que vem. Além disso, cobram mais dados. A construção do Rodoanel de Belo Horizonte, por exemplo, tem custo estimado em torno de R$ 11 bilhões. O Governo aportaria R$ 7 bilhões, mas não diz de onde viria o restante. Os deputados querem saber. Ademais, cobram detalhes de recursos da ordem de R$ 1 bilhão, que poderiam servir para atender às emendas parlamentares. Como os deputados também serão submetidos às urnas, recursos de tal monta definem o seu futuro político. Ao fim e ao cabo, sem troca de vantagens, a matéria não anda.

Paulo Cesar Magella

Paulo Cesar Magella

Sou da primeira geração da Tribuna, onde ingressei em 1981 - ano de fundação do jornal -, já tendo exercido as funções de editor de política, editor de economia, secretário de redação e, desde 1995, editor geral. Além de jornalista, sou bacharel em Direito e Filosofia. Também sou radialista. Meus hobbies são leitura, gastronomia - não como frango, pasmem - esportes (Flamengo até morrer), encontro com amigos, de preferência nos botequins.E-mail: [email protected] [email protected]

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