Embora o PL tenha feito uma avaliação mais modesta dos danos sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro, após divulgação do áudio em que ele pede recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para conclusão do filme Dark Horse – biografia de seu pai -, o aumento da distância para o presidente Lula não significa uma definição do quadro. No entendimento do cientista político Paulo Roberto Figueira, os números da Genial/Quaest, divulgados na última quarta-feira, constatam esse afastamento, mas, ao mesmo tempo, revelam que não houve migração desse voto nem para o candidato Lula e nem para as outras candidaturas da direita, como os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).
De acordo com Paulo Roberto Figueira, “trata-se de alguém que claramente ainda não definiu seu voto. Essa desmobilização em relação ao Flávio não quer dizer necessariamente que esse voto não possa ser recapturado por alguma força de direita, por exemplo, ou que possa, em algum momento adiante, até virar para o Lula. Neste momento, ele não está associado à candidatura do Flávio. Significa que, depois do caso do Banco Master e o novo tarifaço norte-americano, que há um problema para a candidatura se tornar tão competitiva em relação ao Lula”. O professor observa, porém, que a possibilidade de o candidato do PL chegar ao segundo turno é muito grande, pois esse voto não foi captado pelos demais candidatos do mesmo espectro político.




