Ouça agora

Ex-governador Romeu Zema será ouvido pela Polícia Civil por levar celular para a cabina de votação

Romeu Zema disse que não foi orientado pelos mesários, mas presidente do TRE disse que mesários foram devidamente instruídos

Por Paulo Cesar Magella

Por recomendação da Justiça Eleitoral, a Polícia Civil de Minas Gerais vai colher novo depoimento do ex-governador Romeu Zema (Novo) sobre o uso do celular na cabina de votação no primeiro turno, em Araxá, onde ele vota. Imagens mostram o candidato com o aparelho dentro da cabina, e ele o teria consultado como “cola” para conferir o número dos candidatos. Zema nega ter usado o telefone e afirma que levou os números anotados em papel. A legislação proíbe portar celular no local. O Ministério Público Eleitoral já acionou a Justiça Eleitoral, e o caso está sob análise do TRE-MG.
Os mesários também serão ouvidos, já que Zema alega não ter sido alertado sobre a restrição. A versão é contestada pelo presidente do TRE-MG, desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, segundo quem os mesários foram devidamente instruídos para impedir a entrada de celulares na cabina. Braga classificou o episódio como uma “sucessão de equívocos”. O descumprimento da regra pode configurar crime eleitoral de violação do sigilo do voto, a depender das circunstâncias apuradas.

 

Paulo Cesar Magella

Paulo Cesar Magella

Sou da primeira geração da Tribuna, onde ingressei em 1981 - ano de fundação do jornal -, já tendo exercido as funções de editor de política, editor de economia, secretário de redação e, desde 1995, editor geral. Além de jornalista, sou bacharel em Direito e Filosofia. Também sou radialista. Meus hobbies são leitura, gastronomia - não como frango, pasmem - esportes (Flamengo até morrer), encontro com amigos, de preferência nos botequins.E-mail: [email protected] [email protected]

A Tribuna de Minas não se responsabiliza por este conteúdo e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação.

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade pelo seu conteúdo é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.



Leia também