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Paz dos cemitérios

Por Paulo Cesar Magella

23/07/2021 às 07h00 - Atualizada 22/07/2021 às 21h48

A dura resposta do deputado Paulo Abi-Ackel, presidente do PSDB de Minas, ao governador de São Paulo, João Doria, por causa das críticas deste ao deputado Aécio Neves, não foi vista como sinal de cisão no ninho tucano. Membro da comissão que elaborou o regulamento da prévia que vai apontar o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, o ex-deputado Marcus Pestana vê o embate sob outra ótica: “Tudo isso é lateral”, destacou. Ele deu como exemplo o enfrentamento dentro do Partido Republicano, nos EUA, quando os senadores Bernie Sanders e Kamala Harris – que acabou eleita vice-presidente – fizeram críticas frequentes ao então candidato à presidência Joe Biden. “O importante é que o PSDB recuperou o protagonismo e a iniciativa política, coisa ausente desde 2018. A polêmica é sinal de vitalidade e melhor do que a ‘paz dos cemitérios’. A pior coisa em política é a indiferença, não ser relevante. Por que Bolsonaro e Lula simultaneamente criticaram a terceira via? É simples: ninguém chuta cachorro morto, e uma alternativa os preocupa. Se passarmos do primeiro turno, teremos 2/3 dos votos no segundo em qualquer cenário”, salientou.

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