Líder do Governo petista na Câmara, vereador pelo PP não sofre pressão da cúpula

Por Paulo Cesar Magella

Líder da prefeita Margarida Salomão (PT) na Câmara, o vereador Marlon Siqueira (PP) diz que não há qualquer recomendação superior de sua legenda acerca da participação do núcleo local do Progressista na Administração municipal. No âmbito nacional, o PP chegou recentemente ao Palácio do Planalto com a indicação do senador Ciro Nogueira como novo ministro-chefe da Casa Civil do Governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A legenda, inclusive, já sinalizou com a possibilidade de abrigar uma possível filiação do presidente. Neste cenário, Marlon destaca o perfil de diálogo adotado por Margarida até aqui. “Após a eleição, ela se reuniu com várias forças e se mostrou aberta ao diálogo.” Sobre seu partido, o líder pontuou que “não houve qualquer determinação” para alinhamento político vindo da direção nacional de seu partido. “Se houvesse, iria questionar. Em Juiz de fora temos as nossas peculiaridades. Estamos trabalhando pela efetividade de uma boa gestão. Não estou pesando em partido. Estou pensando na cidade. Quero colaborar. É isso que me move.”

Candidatura em 2022 será discutida no tempo certo

Vereador em seu segundo mandato, sendo o quarto mais votado nas duas últimas eleições municipais, Marlon Siqueira evita confirmar de público uma possível candidatura nas eleições de 2022. Único detentor de mandato pelo PP na cidade, seu nome é cotado para uma possível disputa por uma cadeiras na Assembleia . Para o vereador, uma possível empreitada no ano que vem pode ser fruto de uma “construção”. “Esse grupo novo que montamos está muito feliz em função do sucesso eleitoral do partido nas últimas eleições. Há essa discussão. Mas o tempo é exíguo. No momento, estamos cuidando do mandato e da liderança do Governo na Câmara. No ano que vem vamos conversar sobre essa possibilidade. O partido tem outros nomes. Tudo pode acontecer. Se for desejo do partido e estivermos confortáveis com a família e o trabalho, há essa possibilidade”, projeta Marlon.

Paulo Cesar Magella

Paulo Cesar Magella

Sou da primeira geração da Tribuna, onde ingressei em 1981 - ano de fundação do jornal -, já tendo exercido as funções de editor de política, editor de economia, secretário de redação e, desde 1995, editor geral. Além de jornalista, sou bacharel em Direito e Filosofia. Também sou radialista. Meus hobbies são leitura, gastronomia - não como frango, pasmem - esportes (Flamengo até morrer), encontro com amigos, de preferência nos botequins.E-mail: [email protected] [email protected]

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