Mais um?

Por Renato Salles

As especulações em torno da formação do secretariado do governador eleito Fernando Pimentel seguem movimentando os bastidores da política mineira. Entre um café e outro, nos corredores dos poderes legislativos e executivos Minas afora, novos nomes são colocados na berlinda. Algumas costuras podem alterar a bancada mineira no Congresso Nacional. Eleitos, os deputados federais Reginaldo Lopes (PT), Miguel Corrêa (PT), Odair Cunha (PT) e Saraiva Felipe (PMDB) estão bem cotados e são figurinhas carimbadas nas listas de apostas nas esquinas de Belo Horizonte. Com as cartas na mesa, a definição do jogo pode beneficiar o juiz-forano Wadson Ribeiro (PCdoB). Com 53.733 votos, ele ficou na terceira suplência da coligação “Minas pra você” (PT/PMDB/PCdoB/PROS/PRB) e, com a dança das cadeiras, pode acabar herdando uma para si, engrossando a lista dos deputados da cidade em Brasília, ao lado de Júlio Delgado (PSB), Marcus Pestana (PSDB) e Margarida Salomão (PT).]

Dois cavalos

Aliás, com o perdão do trocadilho, as especulações acerca da composição do secretariado de Pimentel dão a Wadson um belo horizonte. Seja em Brasília ou na capital mineira. Além de manter chances de herdar uma cadeira no Congresso Nacional, o juiz-forano compete com dois cavalos, já que também é colocado como favorito para ocupar uma das pastas no futuro governo do PT. Parceiro dos petistas nas coligações nacionais – que reelegeram a presidente Dilma Rousseff (PT) – e estadual, o PCdoB deve cobrar a parte que lhe cabe no latifúndio da máquina administrativa mineira. Neste caso, presidente estadual da sigla, Wadson está bem cotado para assumir a Secretaria de Estado de Turismo e Esportes (Setes).

 

Júlia Pessôa

Júlia Pessôa

Jornalista, mestra em Redes, Estéticas e Tecnoculturas, especialista em Gênero e Sexalidades, e doutoranda em Ciências Sociais, tendo como casa a UFJF. Realizou estágio doutoral na Universidade de Aveiro, Portugal, onde ainda integra o grupo de pesquisa Género e Performance (GECE). Foi repórter da Tribuna de Minas por mais de dez anos, passando por todas as editorias do jornal, especializando-se ao longo do tempo, em coberturas de direitos humanos, gênero, cultura e gastronomia. É professora universitária, pesquisadora, feminista e, acima de tudo, curiosa. Retorna à Tribuna como coordenadora editorial da redação.

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