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Júlio Delgado ainda faz restrições à candidatura de Márcio Lacerda ao Governo de Minas

Por Paulo Cesar Magella

07/01/2018 às 07h00 - Atualizada 06/01/2018 às 16h37

As viagens pelo interior de Minas feitas pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda, que tenta viabilizar seu projeto de candidato ao Governo de Minas, não são o ponto final da jornada. Há questões internas importantes para serem resolvidas dentro do PSB, cujo líder na Câmara, deputado Júlio Delgado, faz questão de pontuar. Ele tem sido um crítico duro de Lacerda e considera que “tem muita coisa para rolar dentro e fora do partido” antes da definição da candidatura. O deputado reconhece as diferenças com Lacerda, mas destaca que foi obtido um armistício entre ambos, quando houve mudanças na presidência do diretório estadual, formando uma Executiva que contemplou vários setores da legenda. “Vamos ver o que eles estão preparando. Vejo muita articulação com aliados, mas, por enquanto, os deputados federais e estaduais da região não foram procurados.”

Não esqueceu

Júlio Delgado acentua que tem reservas com alguns nomes que estão sendo procurados e apontou o caso do senador Rui Muniz, que, segundo ele, até o ano passado, estava de tornozeleira. “Se for articular com esses personagens, não tem sentido a gente apoiar uma candidatura dessa”, advertiu. O deputado não esquece episódios do passado, como a falta de apoio de Marcio Lacerda ao ex-prefeito Tarcísio Delgado (seu pai), quando este disputou o Governo de Minas em 2014. “Como prefeito, ele fez uma coletiva e anunciou que seria dissidente, deixando clara a sua opção pelos tucanos.” Segundo o deputado, Lacerda, depois desse episódio, perdeu a condição de cobrar fidelidade aos seus pares em torno de seu projeto.

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Com Joaquim

Júlio Delgado é defensor da candidatura própria à Presidência da República, mas reconhece que há uma carência de nomes de projeção nacional que possam representar o partido. “Trabalhar uma liderança só para marcar posição não faz sentido, queremos disputar para vencer.” Segundo ele, o nome mais em conta seria o do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. “No final do ano passado, nós o convidamos, mas ele pediu até janeiro para pensar. Se topar, será um nome competitivo. E aí o Marcio (Lacerda) terá que entrar no nosso projeto”, alfinetou.

Audiências públicas

Com reuniões ordinárias durante a primeira quinzena do mês, a Câmara terá, também no mesmo período, pelo menos duas audiências públicas. No dia 11, a pedido do vereador Marlos Siqueira, o secretário de Meio Ambiente, Luiz Cláudio Pinto, deverá ser convidado a falar sobre as metas e o planejamento de sua pasta para 2018. Ainda em data a ser definida, mas a pedido do vereador Luiz Otávio Coelho (Pardal), a segunda audiência irá tratar única e exclusivamente da autorização para estacionamento de veículos na via próximo ao Mariano Hall, todas as segundas-feiras, a partir de 19h, para reunião da Comunidade Resgate.

Paulo Cesar Magella

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