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Por que operar com dólar, euro e demais moedas fortes

Por Tatiana Lamhut

20/07/2021 às 10h45 - Atualizada 22/07/2021 às 16h22

Apesar da ebulição do mercado de criptomoedas, a economia global segue sustentada por dólar, euro e demais moedas tradicionais

A negociação diária no mercado cambial, também conhecido como Forex, supera 6,6 trilhões de dólares, de acordo com informações do Banco de Compensações Internacionais.

Através de bancos e corretoras, pessoas físicas têm acesso a aplicações em moedas fortes, investimentos que ajudam a mitigar a desvalorização do real. No primeiro semestre, o dólar chegou a R$ 5,87.

A economia dos EUA é a maior do mundo há mais de um século. Com PIB anual superior a US$ 20 trilhões, suas multinacionais Apple, Microsoft e Amazon vêm à mente imediatamente.

As gigantes europeias dos setores de energia, veículos e seguros formam o lastro do euro.

Esses foram os 10 pares de moedas mais negociados em 2020

  1. euro/dólar
  2. dólar/iene
  3. libra esterlina/dólar
  4. dólar australiano/dólar
  5. dólar/dólar canadense
  6. dólar/franco suíço
  7. dólar neozelandês/dólar
  8. euro/iene
  9. libra esterlina/iene
  10. euro/libra esterlina

De acordo com o Fundo Monetário Internacional, a moeda norte-americana prevalece nas operações dos mercados globais. Das reservas de Forex, US$ 7 trilhões correspondem a dólares. Aproximadamente US$ 2,4 trilhões equivalem a euros e US$ 692 bilhões a ienes.

Para os mais corajosos, é possível operar com pares menos comuns, envolvendo o rand sul-africano, lira turca, zloty polonês e florim húngaro, por exemplo.

Em março de 2020, o início da pandemia de Covid-19 marcou a disparada do dólar. Naquele mês, a moeda se tornou o refúgio dos investidores contra a incerteza apresentada pelo cenário.

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Com o avanço da vacinação e o vislumbre do fim da crise sanitária, o dólar passou a cair diante dos seus pares.

Em condições normais, o índice de inflação é um dos mais acompanhados pelos operadores do mercado de câmbio. Uma aceleração inflacionária obriga o Banco Central a elevar a taxa de juros, potencialmente fortalecendo a moeda local.

Recentemente, o Banco Central Europeu anunciou que irá tolerar inflação acima de 2% quando necessário, sinalizando prolongamento dos juros baixos.

Nos EUA, a inflação alcançou o nível mais alto desde 2008.O Federal Reserve, banco central local, crê que o índice seguirá elevado por alguns meses.

O Reino Unido também está sentindo os efeitos inflacionários. Alimentos, carros usados, vestuário, sapatos e combustíveis lideram a alta.

Por aqui, além da inflação e dos juros, o risco político pesa na cotação do real. Reforma Tributária e CPI da Covid são dois componentes, sendo o primeiro existente há décadas. As intervenções do Banco Central nem sempre seguram a alta do dólar.

A taxa básica de juros Selic mais que dobrou este ano, partindo de 2% em fevereiro para 4,25% em junho. Já a inflação tem na energia elétrica seu mais recente vilão.

Uma alternativa para se proteger da desvalorização cambial é investir em ações de empresas exportadoras. A B3 possui opções como Vale, Suzano, JBS e CSN.

Seja comprando moedas fortes ou ações de grandes exportadoras, a preservação do poder de compra é um assunto sempre atual.

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