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Uma vitória ganha, mas uma guerra ainda por ser vencida: a saga Messi no Barça

Por Pedro Chagas

15/09/2020 às 17h57 - Atualizada 15/09/2020 às 18h06

Messi manifesta abertamente que não está feliz no Barça. (Imagem: Reprodução/Terra Futebol/Getty)

Recentemente, publicamos a notícia de que Lionel Messi deve ficar no Barcelona, pelo menos, por mais uma temporada. No curto prazo, é uma vitória do clube e de seus dirigentes em um impasse muito divulgado entre eles e o gênio argentino. Mas, embora o Barcelona tenha vencido esta batalha, não há garantia de que eles vencerão a guerra.

O motivo por trás da decisão de ficar

De certa forma, Messi decidiu por ficar porque sente que não tem opção e que foi enganado pelo presidente do clube, Josep Maria Bartomeu, que, segundo ele, sempre lhe garantiu que se, se sentisse insatisfeito com a forma como as coisas estavam no final da temporada, ele poderia deixar o clube como o contrato sugeria.

Messi pode muito bem ficar, mas está claro que ele tem intenções de partir. Sua decepção com o clube é muito anterior à derrota humilhante de 8-2 contra o Bayern na Champions League. O seu contrato dizia que ele poderia decidir o que fazer no final da temporada. Para isso, segundo o contrato, ele teria que informar o clube até 10 de junho. Em 10 de junho, a última fase da temporada nem havia começado devido à pandemia.

Na época, Messi foi convencido por garantias verbais que havia recebido do presidente de que, no final da temporada, ele poderia decidir se ficaria ou não. Resumindo, o destino de Messi foi colocado em uma simples roleta aleatória, e não de acordo com o arranjo verbal prometido por Bartomeu, que não quis ser lembrado como o presidente que teria dado permissão para Messi sair.

Presidente do Barcelona continua a minimizar as declarações de Messi sobre seu descontentamento. (Imagem: Lluis Gene/AFP/Getty/Reprodução)

A razão do motivo para sair do clube

Durante muito tempo, Messi foi ficando cada vez mais desiludido com o que considerava uma falta de projeto no Nou Camp, como ele mesmo sugere na entrevista. Aos 33 anos ele sentiu em seu coração que o Barça é um clube que está regredindo. As fraquezas estavam sendo mascaradas, principalmente por ele, com curativos colocados em feridas abertas.

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Messi é, sempre foi e sempre será um vencedor. Ele nunca aceitou perder. Ele também sabe que está no crepúsculo do que tem sido uma carreira estelar e quer terminá-la como sempre viveu – como um vencedor. Ficou óbvio para ele que isso não aconteceria se ele continuasse no Barcelona, por mais que quisesse terminar sua carreira no clube que o projetou para o mundo.

Messi claramente perdeu a paciência com quem toma as decisões no clube, principalmente Bartomeu, e com isso também perdeu a paixão que precisa para ser o melhor que pode. Acima de tudo, Messi não estava se divertindo e não escondeu esse fato dos dirigentes do clube. “Não se preocupe”, disseram a ele. “Se você se sentir assim no final da temporada, pode ir”.

E agora?

Koeman e Barcelona vão ter que se acostumar a trabalhar com um jogador que afirma ter sido enganado pelo presidente do clube, um jogador que deixou bem claro que quer sair e um jogador que declarou abertamente que está infeliz. O Barcelona está mantendo um jogador no clube que não quer estar lá por causa da forma como o clube é dirigido e por quem o dirige.

O próprio Messi disse que sua saída teria sido boa para um clube que precisa de sangue fresco (e de mais finanças). Para ele. Para todos.

Tribuna

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