O pistache, anteriormente considerado um produto importado e de consumo restrito, tem se firmado como um dos destaques na transformação do mercado alimentício brasileiro. De acordo com dados da ComexStat, as importações aumentaram de 352 toneladas em 2022 para 1,1 mil toneladas em 2024, com os Estados Unidos respondendo por 86% desse volume.
Até março de 2025, já foram importadas 366 toneladas, movimentando US$ 6,8 milhões. O aumento da popularidade da oleaginosa no país está ligado ao seu sabor único e à aparência visual atraente, características que a tornam especialmente valorizada nas redes sociais.
Explosão do pistache
O TikTok e o Instagram foram catalisadores da popularidade do pistache, com vídeos de confeiteiros e influenciadores mostrando receitas como croissants recheados e gelatos, alcançando milhões de visualizações. Simultaneamente, as pesquisas pelo termo no Google Trends mais que duplicaram desde 2023, com picos de interesse em datas festivas como Páscoa e Natal, períodos marcados pelo aumento no consumo de produtos especiais e novidades gastronômicas.
- Iogurtes sabor pistache, incluindo versão grega inédita no mercado, atendendo à demanda identificada por pesquisas e monitoramento de tendências.
- Cream cheese sabor pistache, levemente salgado, aproximando-se do sabor natural do fruto torrado.
- Consumo do pistache ampliado para diferentes momentos do dia, do café da manhã ao lanche ou como pasta para petiscos.
- Segmento de pastas e cremes registrou crescimento de 15% em relação ao ano anterior, evidenciando receptividade do consumidor.
O sucesso da oleaginosa evidencia a habilidade das marcas em inovar e explorar novas categorias, conquistando os consumidores. Ao levar o fruto além das sobremesas tradicionais, o mercado sinaliza que a tendência tem consistência. O crescimento das importações, combinado à criatividade das empresas e à aceitação do público, aponta que o pistache deve se manter presente na alimentação e nas preferências do brasileiro por um período prolongado.






