A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu na semana passada a venda de uma série de produtos que circulavam livremente no mercado brasileiro.
Segundo o órgão, alguns apresentavam substâncias não autorizadas, outros eram oferecidos sem qualquer registro e havia ainda casos em que a propaganda usada para atrair consumidores desrespeitava regras básicas de segurança.
As medidas acionaram recolhimentos imediatos e acenderam um alerta para o risco associado ao consumo de itens que não passam por avaliação oficial.
Substância proibida é encontrada em produtos e Anvisa corre para recolher
Um dos casos que chamou atenção foi o do suplemento Oliver Turbo, produzido pelo Instituto Oliver Cursos Preparatórios Ltda.
O produto estava nas prateleiras sem registro, sem notificação e sem cadastro na Anvisa. Além disso, não havia informações claras sobre o local de fabricação.
A agência destacou que a ausência de origem confiável impede qualquer verificação sobre composição, qualidade e impacto na saúde. Por isso, determinou a retirada de todos os lotes do mercado.
Outro suplemento barrado foi o Eronobis, vendido pela MS Comércio de Produtos Naturais Ltda. A fórmula incluía ora pro nóbis, planta de uso tradicional, mas que ainda não tem estudos suficientes que garantam segurança na forma de suplemento.
Embora o item fosse anunciado como natural e capaz de dar energia, a Anvisa considera que a falta de comprovação científica impede sua circulação. A recomendação é suspender o uso e evitar qualquer produto que utilize essa planta com fins suplementares.
A agência também ordenou o recolhimento do pó vegetal para bebida da marca Livestrong Essential Nutrition, produzido pela INP Indústria de Alimentos Ltda.
A presença da proteína de fava hidrolisada Peptistrong levantou preocupação porque esse ingrediente não passou por avaliação de segurança. Sem essa etapa, não há garantias sobre possíveis reações adversas.
Consumidores são orientados a checar o lote e interromper o consumo caso possuam o produto em casa.
Picolés e vinagre de maçã também foram proibidos pela Anvisa
No mesmo conjunto de ações, foram identificados alimentos especiais que continham creatina, substância autorizada apenas para suplementos voltados ao público adulto.
Picolés de açaí, guaraná e canela da Linha Suplementar, fabricados pela JMJ RE Torres Indústria de Alimentos Ltda, entraram na lista. A creatina nesses alimentos pode expor consumidores mais jovens a riscos que não foram estudados.
Também houve problemas em um lote do vinagre de maçã da marca Castelo. Exames mostraram concentração elevada de dióxido de enxofre sem que houvesse indicação no rótulo, o que viola regras de transparência e pode causar reações em pessoas sensíveis.
A Anvisa reforça que o consumidor deve sempre conferir o número de registro no rótulo e consultar o sistema oficial antes da compra. Essa checagem é simples e reduz o risco de adquirir produtos irregulares que podem prejudicar a saúde.






