A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu nesta semana um alerta voltado a consumidores de suplementos alimentares.
O aviso mira um produto formulado com uma planta que virou queridinha entre fãs de alimentação natural, mas cuja presença em itens industrializados ainda não é considerada segura.
Segundo a agência, os suplementos investigados chegaram ao mercado sem qualquer registro ou cadastro que atestasse qualidade, origem ou condições de uso.
Por isso, passam a representar risco direto para quem já adquiriu ou pretende adquirir frascos que circulam em lojas físicas e na internet.
Anvisa emite alerta para suplemento feito com planta queridinha atualmente
A ação regulatória levou a uma ofensiva contra três produtos que estavam sendo distribuídos no país de forma irregular.
A fiscalização confirmou que as empresas responsáveis por Prosatril, Erenobis e Óliver Turbo não apresentaram documentação mínima para demonstrar que as fórmulas seguiam padrões exigidos para suplementos alimentares.
No caso do Erenobis, a situação é ainda mais sensível porque o composto utilizava ora pro nóbis na formulação.
A planta ganhou espaço em receitas caseiras e hortas domésticas, mas a Anvisa proibiu seu uso em produtos alimentícios processados desde abril, já que não há evidências científicas suficientes sobre segurança e efeitos do ingrediente quando manipulado industrialmente.
O Prosatril também entrou na lista de itens barrados após a agência verificar que a empresa fabricante afirmava possuir registros inexistentes e atribuía ao suplemento a presença de vitamina E e zinco sem respaldo técnico.
O Óliver Turbo, por sua vez, era divulgado como aliado de foco e desempenho cognitivo, algo que não pode ser prometido por suplementos alimentares. Além disso, a empresa responsável anunciava certificações da Anvisa que nunca foram emitidas.
Suplementos ofereciam riscos à saúde de brasileiros e Anvisa fez recomendações
Para o órgão, as três situações configuram risco sanitário porque o consumidor é induzido a acreditar que está adquirindo um produto seguro, quando na verdade não há garantia de controle de qualidade.
Com as irregularidades confirmadas, a Anvisa determinou a suspensão imediata da fabricação e da comercialização dos suplementos mencionados, além da apreensão de lotes que estejam circulando no mercado.
A agência também notificou as empresas para que interrompam a divulgação de informações enganosas.
A orientação oficial para o público é clara. Quem tiver qualquer um desses produtos deve parar o uso sem esperar sintomas, já que não há dados confiáveis sobre sua composição real.
A Anvisa reforça que suplementos só devem ser consumidos quando possuem registro válido e rotulagem transparente, o que permite ao consumidor saber exatamente o que está ingerindo e sob quais condições o item foi produzido.






