A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (6) mais uma etapa da Operação Copia e Cola, investigação que mira possíveis irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura de Sorocaba (SP) com uma organização social responsável pela gestão de unidades de saúde no município.
No mesmo dia em que a operação foi realizada, o prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), comunicou por meio de um vídeo nas redes sociais que foi afastado do cargo por determinação judicial. Ele afirmou ter recebido a notificação enquanto cumpria compromissos políticos em Brasília.
Irregularidades em Sorocaba
A apuração da Polícia Federal tem como foco contratos emergenciais e termos de convênio firmados pela administração municipal. Por ordem do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, foram executados sete mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva.
O Judiciário também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 6,5 milhões em patrimônio dos investigados e impôs medidas cautelares, como suspensão do exercício de funções públicas e restrição de contato entre os suspeitos. Conforme a PF, os envolvidos podem ser enquadrados em crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações, lavagem de dinheiro, contratação direta irregular e organização criminosa.
Afastamento do prefeito
Em comunicado oficial, a Prefeitura de Sorocaba informou que o afastamento do prefeito foi formalizado e que o vice-prefeito, Fernando Martins da Costa Neto, assumiu interinamente a administração da cidade. Segundo a nota, a medida garante a manutenção dos serviços públicos e o funcionamento regular da gestão enquanto o caso é analisado pelas autoridades competentes.
A operação realizada nesta quinta-feira dá continuidade à investigação iniciada em abril, ocasião em que Rodrigo Manga já havia sido alvo de mandados na primeira fase da Operação Copia e Cola. As investigações prosseguem sob sigilo judicial.






