Atualmente, o Brasil possui mais de 1,5 mil strip malls em 14 estados e 89 municípios, com 233 empreendimentos em operação, conforme aponta o Censo 2025 da Associação Brasileira de Strip Malls (ABMalls).
Esses centros comerciais concentram diferentes lojas e serviços em um único espaço, proporcionando aos consumidores a experiência de “one stop shop”, na qual é possível atender a diversas necessidades de maneira rápida e prática. O avanço desse formato está fortemente associado à crescente busca por conveniência, fácil acesso e alta circulação de público.
Strip malls
O perfil de uso dessas áreas é bastante voltado para serviços e conveniência: muitos empreendimentos têm mix composto por alimentação, saúde, serviços e pequenas operações de varejo, conforme mostram os levantamentos da ABMalls. Além disso, essa forma de comércio tem atraído lojistas por seu custo de operação mais baixo, contratos de locação mais simples e custos condominiais significativamente inferiores aos dos centros comerciais convencionais.
A expansão dos strip malls tem sido apontada como uma das principais tendências do mercado imobiliário brasileiro. Eles funcionam como uma alternativa eficiente para moradores de bairros ou regiões de médio porte, oferecendo conveniência sem precisar recorrer a grandes shoppings ou centros urbanos distantes. Com a consolidação desse modelo, consultores de mercado estimam que ele continuará a crescer, impulsionado pela demanda por mobilidade, proximidade e soluções rápidas para o consumo diário.
Dominação do mercado
Em termos de porte, quase 60% dos strip malls têm até 1.500 m² de Área Bruta Locável (ABL), enquanto cerca de 27% ultrapassam esse tamanho, configurando-se como grandes empreendimentos. Outro dado relevante revela que 50% dessas unidades foram inauguradas nos últimos cinco anos, sendo que 79% têm até dez anos de operação, o que indica um mercado recente, mas em expansão acelerada.
Do ponto de vista financeiro, os strip malls movimentam mais de R$ 20 bilhões por ano no Brasil, segundo estimativas da ABMalls. Em comparação com os shoppings tradicionais, esses centros de conveniência apresentaram menor retração durante a pandemia: enquanto os shoppings chegaram a perder até 90% das vendas, os strip malls enfrentaram queda entre 25% e 30%.






