O número do seu CPF vai ser o seu novo RG após a emissão da Carteira de Identidade Nacional, a CIN. A mudança faz parte de um processo de unificação dos registros civis no país, criado para reduzir divergências entre estados e tornar mais simples a identificação dos cidadãos.
A partir da emissão da nova carteira, o CPF passa a ser o único número válido como identificação civil, substituindo o antigo modelo que variava conforme o estado onde o documento era emitido.
O número do seu CPF vai ser o seu novo RG após emissão da Carteira de Identidade Nacional
A CIN foi desenvolvida para padronizar informações e elevar o nível de segurança no reconhecimento de cada brasileiro. O documento pode ser emitido tanto em papel quanto em cartão policarbonato, além da versão digital disponível no aplicativo GOV.BR.
Um QR Code impresso na identidade permite a verificação imediata da autenticidade dos dados, o que ajuda a combater fraudes e facilita a conferência por órgãos públicos e instituições privadas.
A promessa do governo é que a nova carteira seja prática, confiável e acessível, sem custo para quem optar pelo formato em papel. Em unidades da federação que adotam o cartão rígido, pode haver cobrança.
A mudança no número de identificação ocorre junto com outra transformação: todos os dados passam a seguir um padrão nacional.
Isso encerra a prática de cada estado ter seu próprio sistema de numeração e reduz inconsistências que frequentemente geravam problemas em cadastros, emissões de documentos e acesso a serviços.
Apesar da modernização, o governo ainda orienta que a população mantenha os demais documentos pessoais. A substituição total só será possível após a integração completa das bases federais e estaduais, processo que ainda está em andamento.
Todos os brasileiros terão que solicitar a nova identidade
A troca para a nova carteira é opcional neste momento para a maior parte da população, mas um grupo específico deverá se antecipar.
Beneficiários de programas sociais que ainda não possuem qualquer tipo de biometria registrada serão obrigados a emitir a CIN a partir de maio de 2026 para continuar acessando ou renovando seus auxílios.
O plano federal prevê que a biometria se torne requisito em todos os processos de concessão de benefícios entre 2025 e 2028. A identificação biométrica, coletada no ato da emissão da carteira, permite validar com mais precisão a identidade do cidadão e evita pagamentos indevidos.
A emissão da CIN ocorre nos Institutos de Identificação dos estados e do Distrito Federal, onde são registrados os dados biométricos faciais e, quando possível, digitais.
Pessoas com limitações de locomoção, moradores de regiões isoladas, idosos com mais de oitenta anos e grupos em situação especial terão prazos estendidos, desde que comprovem sua condição.






