O governo federal lançou nos últimos anos a Carteira de Identidade Nacional (CIN), um documento padronizado que substitui o antigo RG e unifica informações em todo o país.
A troca não tem caráter imediato para a maioria da população, já que o governo definiu um período longo de adaptação. Mesmo assim, um grupo específico de brasileiros precisará antecipar a substituição.
A partir de maio de 2026, quem solicita benefícios sociais e ainda não possui biometria registrada terá obrigatoriamente de emitir a nova carteira para não correr o risco de ficar sem pagamento.
Grupo de brasileiros obrigados a terem nova carteira de identidade até maio
A regra faz parte de um processo de modernização dos sistemas de identificação e de controle de benefícios. O Ministério da Gestão e Inovação anunciou que a biometria passará a ser um requisito básico para novos pedidos e renovações de auxílios ligados à Seguridade Social.
Segundo o governo, a maior parte dos beneficiários já tem algum tipo de registro biométrico, seja pela carteira de identidade nova, seja por bases como a Justiça Eleitoral ou a CNH.
A parcela que ainda não possui esse cadastro é exatamente a que precisará solicitar a nova Carteira de Identidade Nacional antes de maio do próximo ano.
O objetivo principal é reduzir fraudes e evitar pagamentos indevidos, criando um sistema capaz de validar com mais segurança quem recebe recursos públicos.
O governo afirma que a transição será progressiva, sem cortes automáticos, e integrada aos ciclos normais de atualização cadastral. Ou seja, ninguém perderá o benefício imediatamente porque não fez a biometria.
Assim, a orientação oficial é que ninguém precisa correr de imediato para os postos de atendimento, já que cada pessoa será comunicada individualmente sobre a necessidade de atualização.
A biometria será pedida nos momentos em que o cidadão fizer provas de vida, no caso do INSS, ou revisões de dados cadastrais, no caso do Bolsa Família e CadÚnico, e portanto, é importante não faltar quando houver a convocação.
Cadastramento da biometria por meio da nova identidade começa em maio de 2026, e será obrigatória a partir de 2028
O cronograma prevê que, entre 2025 e 2028, todas as etapas de concessão e renovação passarão a exigir identificação biométrica. A partir de maio de 2026, quem não tem qualquer registro biométrico só poderá seguir com pedidos de benefícios após apresentar a CIN.
A emissão deve ser feita nos Institutos de Identificação dos estados ou no Distrito Federal, onde o atendente coleta biometria facial ou digital. Nos casos em que a impressão digital não pode ser capturada, o reconhecimento facial será o padrão.
Há exceções previstas para pessoas com dificuldade de locomoção, idosos acima de oitenta anos, moradores de áreas remotas, migrantes e refugiados, além de solicitantes de benefícios específicos até prazos determinados.
Esses grupos não são obrigados a fazer o cadastramento até que o poder público garanta condições adequadas de atendimento, desde que apresentem documentação que comprove a condição especial.






