Para muitos brasileiros, o custo elevado das passagens aéreas continua sendo o principal empecilho para se realizar uma viagem de avião. Contudo, em outros países, há uma modalidade já adotada por muitas companhias que poderia representar uma solução prática para este problema.
Estabelecidas há décadas nos Estados Unidos e na Europa, as passagens “low cost” (ou “baixo custo”, na tradução livre) oferecem voos a preços mais baixos do que os convencionais por eliminarem serviços como refeições a bordo, bagagem despachada, seleção de assentos e entretenimento.
Em alguns casos, é possível contratar esses serviços separadamente, caso o cliente assim deseje, mas eles não são contabilizados diretamente no valor da passagem, tornando-a mais acessível.
Só que apesar de parecer uma solução viável, ainda não é possível operar companhias aéreas low cost no Brasil por conta de uma série de fatores, incluindo custos operacionais elevados, burocracia, alta judicialização e a falta de infraestrutura adequada.
Vale ressaltar que, desde o começo dos anos 2000, houveram diversas tentativas para tornar o ambiente regulatório brasileiro mais favorável à atuação de companhias aéreas que ofereçam passagens a preços mais acessíveis. Mas mesmo com a criação de diversas leis ao longo do tempo, ainda não foi possível facilitar as operações low cost no país.
Como viabilizar as companhias low cost no Brasil?
Levando em consideração a complexidade dos fatores, fomentar as operações das companhias aéreas low cost no Brasil pode parecer uma tarefa complicada, mas existem algumas medidas que poderiam ser tomadas para alcançar este objetivo, sendo elas:
- Investimento em infraestrutura: reforçar a malha aérea nacional aprimorarando a infraestrutura aeroportuária em todo o país, mas especialmente em aeroportos regionais;
- Redução da carga tributária: diminuir taxas aeroportuárias e uniformizar a cobrança de tributos estaduais, como o ICMS sobre o combustível de aviação;
- Desburocratização: tornar o ambiente regulatório do país mais transparente e juridicamente estável para o setor;
- Educação do consumidor: promover campanhas de conscientização sobre o modelo low cost para aumentar a aceitação do consumidor brasileiro.






