A Globo parece estar preparando mais um passo na carreira de Luciano Huck, e desta vez o caminho pode seguir por uma rota diferente daquela que o público está acostumado.
Depois de assumir o Domingão em 2021 e consolidar sua presença nos domingos da TV aberta, Huck volta a ser cotado para um novo desafio, comandar um programa de entrevistas no GNT.
A informação, que vem ganhando força na coluna Play, do jornal O Globo, indica um movimento interno que busca ampliar não apenas a presença do apresentador, mas também sua influência em diferentes formatos e públicos.
Trata-se de uma possível mudança que sinaliza a intenção do Grupo Globo de reposicionar Huck também no ambiente do entretenimento segmentado, atingindo uma audiência mais específica da TV por assinatura.
O GNT como vitrine em expansão
O momento não poderia ser mais oportuno. O GNT vive uma fase de crescimento e renovação, impulsionada principalmente pelo bom desempenho de Angélica Ao Vivo, novo programa apresentado por Angélica, esposa do apresentador.
A boa recepção da atração reforçou a força do casal dentro do canal e abriu portas para novas possibilidades, entre elas, a estreia de Huck numa atração própria, focada em conversas aprofundadas e entrevistas de maior fôlego.
A lógica por trás de um segundo programa
Nos bastidores, a ideia de Luciano acumular duas atrações é vista com naturalidade. A prática não é inédita na emissora e, em muitos casos, cumpre a função de diversificar o alcance de grandes nomes da casa.
Com o Domingão, Huck fala diretamente ao público de massa da TV aberta; com uma possível atração no GNT, ele atingiria uma audiência mais segmentada, conectada a debates, lifestyle e entretenimento de nicho.
O movimento reforça uma estratégia clara: transformar Huck em um comunicador multiplataforma dentro da Globo, transitando entre diferentes linguagens e propostas editoriais.
Uma trajetória que prepara o terreno para novos rumos
Desde sua estreia em 1996, na Band, comandando o irreverente H, Luciano Huck assumiu diversos papéis na televisão brasileira. Sua chegada à Globo em 2000, à frente do Caldeirão do Huck, marcou o início de uma era de popularidade contínua.
Foram mais de 20 anos nas tardes de sábado até sua migração para os domingos, em 2021, após as saídas de Fausto Silva e a breve passagem de Tiago Leifert pelo formato.
Essa trajetória diversificada ajuda a explicar por que o nome de Huck é constantemente associado a novos projetos, ele construiu uma imagem de apresentador versátil, capaz de navegar entre o popular, o social e o emocional.
A recente polêmica e o impacto na imagem pública
No início do mês, Huck voltou a circular nas redes sociais após comentar uma megaoperação policial no Rio de Janeiro que resultou em mais de 120 mortos.
Sua fala, equilibrando defesa da firmeza policial com cobranças por políticas públicas, oportunidades para jovens e maior presença do Estado, gerou ampla repercussão.
Ao afirmar que “a violência é a maior dor do Brasil atualmente”, o apresentador posicionou-se de maneira firme e também mostrou preocupação com o debate social, algo que pode dialogar diretamente com o formato de um programa de entrevistas mais reflexivo e crítico.






