A partir de 2027, cerca de 861 mil moradores do Rio de Janeiro deixarão de recolher Imposto de Renda.
O número impressiona e ajuda a ilustrar a dimensão das novas regras sancionadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ampliam a faixa de isenção para contribuintes de baixa renda.
A mudança vale para todo o país e alcança principalmente trabalhadores que recebem até 5 mil reais por mês, grupo que passa a ser totalmente dispensado do pagamento do tributo.
Lista dos 861 mil brasileiros que não vão pagar o Imposto de Renda
A reformulação do Imposto de Renda integra uma política anunciada desde o início do atual governo.
O objetivo é aliviar o peso do IR sobre quem ganha menos e aproximar a tributação do cenário econômico atual, no qual a defasagem da tabela afetava diretamente o poder de compra da população.
Com a nova lei, trabalhadores enquadrados na faixa de até 5 mil reais ficam isentos, enquanto aqueles que ganham entre 5 mil e 7.350 reais passam a contar com descontos proporcionais aplicados automaticamente.
A promessa é reduzir desigualdades e ajustar o sistema a uma realidade de salários que subiram ao longo dos anos, mas que continuavam presos a uma tabela antiga.
No Rio de Janeiro, o impacto é significativo. Segundo dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, 861.093 contribuintes do estado se enquadram na nova categoria de isentos.
Além deles, outros 463 mil trabalhadores fluminenses terão redução no valor a pagar devido ao sistema de abatimentos progressivos.
Na prática, o universo de pessoas completamente dispensadas do imposto quase dobra, passando de cerca de 1,33 milhão para mais de 2,19 milhões no estado.
Brasileiros beneficiados pela isenção do Imposto de Renda
A proposta atende especialmente brasileiros que dependem integralmente do salário mensal e que, até então, sentiam o peso do imposto mesmo com rendimentos considerados moderados.
A mudança segue o compromisso assumido pelo governo federal de modernizar a cobrança do IR e corrigir o que o presidente classificou como uma distorção histórica no sistema tributário.
Para compensar a redução na arrecadação, o governo anunciou ajustes que incidem sobre rendas mais altas. A partir de 600 mil reais anuais, começa a valer uma tributação adicional.
As alíquotas sobem de forma gradual e chegam ao teto de 10 por cento. Contribuintes que já pagam essa faixa ou valores superiores não terão mudança prática.
Com a nova lei, o Imposto de Renda passa a refletir um modelo que busca aliviar a base salarial e distribuir melhor o peso da tributação no país.






